A decisão de não se manifestarem nos questionamentos levantados pela comunidade estudantil universitária da Faculdade de Medicina da UEMA de Caxias sobre acessos de maneira desonesta e arbitrária na unidade de ensino, levou os deputados José Gentil, Cleide Coutinho e Adelmo Soares a merecerem diversas qualificações pelos estudantes, segmentos sociais diversos e familiares de alunos Nenhum dos três parlamentares justificou, as razões pelas quais deixaram de apoiar a luta contra uma irregularidade lesiva aos princípios emanados da lei.
A luta empreendida pelos deputados César Pires e Yglésio de Sousa e posteriormente apoiada pelo presidente Othelino Neto, iniciou com perspectivas de conflitos diante do pedido de uma CPI protocolada pelo deputado Yglésio de Sousa, que poderia não ir adiante com a retirada de assinaturas de alguns parlamentares. Prevaleceu o entendimento e o bom senso em vistas dos pedidos dos universitários que se mostravam indignados com a concessão de 17 liminares pela Justiça de Caxias, garantindo matriculas de alunos de faculdades particulares e estrangeiras.
Com o reforço da maioria dos parlamentares e estratégias traçadas, a Assembleia Legislativa do Estado decidiu pedir informações e esclarecimentos ao Tribunal de Justiça do Estado e a Corregedoria Geral de Justiça para formalizar denúncias às duas instituições e ao Conselho Nacional de Justiça. A Corregedoria Geral de Justiça decidiu agir rápido e imediatamente mandou instaurar procedimento para apurar os fatos, o que acabou causando um verdadeiro pânico na Comarca de Caxias.
O interessante é que foram liminares concedidas ao longo dos três últimos anos e nenhum mérito foi julgado, que poderia se constituir referência sobre o mérito para a medida cautelar. Com a pressão da comunidade universitária através de movimentação dentro e fora das unidades de ensino da UEMA, a posição dos parlamentares da Assembleia e a preocupação da Corregedoria Geral de Justiça, o remédio para o sério problema começou a funcionar.
De segunda-feira até hoje quarta-feira, (06) das 17 liminares foram revogadas pelo juiz Sidarta Guatama, que também tem a responsabilidade de adotar procedimento idêntico para outras da sua lavra. Apesar do problema estar caminhando para uma solução, diante de que as solicitações feitas para a concessão de liminares foram feitas de maneira viciada com argumentos idênticos, atestados iguais e concedidos por um mesmo médico, deu a ideia de que estavam colocando uma carretilha para beneficiar pessoas, o que suscitam muitas interrogações.
Por outro lado, o que se comenta dentro da Assembleia Legislativa do Estado é que independente das ações que estão sendo processadas a nível da Corregedoria Geral de Justiça, o caso será levado ao conhecimento do Conselho Nacional de Justiça com pedido de investigação e aplicação de sanções aos infratores.