Muito embora o Poder Judiciário esteja respaldado na Lei de Execuções, mas a concessão de liberdade temporária para 942 presos passarem o dia das crianças com os seus familiares é um número elevado, que assusta a população e coloca em alerta todo o Sistema de Segurança Pública. A liberação dos presos ocorre exatamente no momento em que há enfrentamento do aparelho de segurança contra facções instaladas dentro das cadeias. E bem acentuada fora delas, de onde partem ordens para matar, e até para confrontos entre elas pelo domínio da comercialização de drogas.
Quando eles disputam pontos e outros negócios ilícitos em que as drogas estão no centro dos interesses, muitos cidadãos e cidadãs de bem são mortos de maneira perversa e até mesmo quando do enfrentamento com o equipes policiais, o que proporciona perdas para as facções com apreensões de drogas, dinheiro, objetos de valores e bloqueios de dinheiro em bancos e no confronto, muitas vidas são sacrificadas e bem lamentável, quando atinge policiais
Em todo o Brasil há uma grande resistência sobre saídas temporárias, uma vez que nestas oportunidades, muitos presidiários de elevados índices de periculosidade, acabam entrando no bojo. Aqui no Maranhão já houve registro de vários casos, além de que geralmente uma média de 5% não retorna e favorece a vergonhosa superlotação dos presídios. A verdade é que um dos mais sérios problemas no Sistema Penitenciário do Maranhão. Juízes, promotores públicos, defensores públicos fazem inspeção nas unidades prisionais e questão da superlotação não é tratada com a devida seriedade e cobrança aos poderes constituídos, das responsabilidades de cada um.
Outro problema sério em todas as unidades prisionais, são denúncias de espancamentos e torturas, mas que geralmente as vítimas são obrigadas a desmentir. O caso agora de Timon, foi por câmeras do circuito interno de monitoramento da unidade, testemunha da covardia praticada por alguns elementos. Os casos de assassinatos dentro das prisões são tratados com banalidade e as entidades e instituições que se intitulam defensoras da dignidade e dos direitos humanos, demonstram viver um profundo silêncio obsequioso, não fiscalizando e muitos menos acompanhando, a realidade dentro das prisões, quanto as fugas, essas bem relevantes.
Com a liberação de quase mil presos, naturalmente o sinal vermelho acende no Sistema de Segurança Pública, uma vez que entre os favorecidos, muitos já deixam o presídio levando orientações a membros de facções e sempre há registros de violência por beneficiados com a saída temporária. Uma das piores contradições do Sistema Penitenciário do Maranhão é que mesmo com a superlotação nos presídios, as unidades são classificadas como de ressocialização.
Agora cabe a população viver as precauções e esperar até a próxima terça-feira para saber, quantos decidiram continuar em liberdade à revelia das suas condenações. Como tem sido crescente o número de presos beneficiados com saídas provisórias não duvidem se no Natal chegar a mais de 1.500. É importante o registro de que muitos presos estão em liberdade por conta da pandemia.