A banalização da vida nos Socorrões com mortes nos corredores contrastam com o Natal Luz da Pedro II

Inúmeros gestores públicos já deram demonstrações plenas de que a vida não pode e nem deve ser banalizada. Ela é um dom de Deus, como tal merece respeito e dignidade, além de que ninguém pode concorrer por omissão e irresponsabilidade para a banalização da vida de quem quer seja. Hoje, infelizmente vivemos numa sociedade, em que a hipocrisia e a vaidade e outros interesses escusos se sobrepõem a vida do próximo. O que mais encontramos hoje são católicos e evangélicos de titulação, ou melhor no rótulo, que carregam consigo e fazem questão apenas de aparecer e ostentar, mas nenhum deles é cristão.

O verdadeiro cristão é aquele que é solidário e fraterno e vê no seu próximo a própria semelhança de Jesus Cristo. É aquele independente de qualquer circunstância, acolhe o seu próximo e o ajuda a ter vida plena, que sente o sofrimento das pessoas e que luta por direitos e dignidade humana. A realidade é que temos muitos católicos e evangélicos que ostentam terços e bíblias, mas no espírito dos seus corações estão semeados interesses próprios e na maioria o do pecado da ambição e do ter a qualquer custo.

Quando me refiro a gestores que deram grandes exemplos, foram os que abdicaram de festas de qualquer ordem em suas cidades e nos seus estados para atender prioridades e atenção voltada para a vida dos que precisam de atendimento médico e dos que passam fome, como um dos exemplos é o Maranhão, com mais da metade da população na pobreza extrema e falência da saúde pública.

O dolorido é o acentuado desrespeito é a omissão  do prefeito de São Luís e do governador do Maranhão, que ostentam uma ornamentação natalina com recursos elevados e distante dali no máximo dois quilômetros, nos corredores e no chão do Socorrão I, inúmeros seres humanos esperam pela morte, pela banalização da vida imposta pela gestão pública. Quantas já morreram nos corredores dos Socorrões e quantas passam fome, e crianças morrendo por desnutrição decorrente da fome e da miséria em todo o Maranhão?

Acabamos de sair de uma eleição em que muitas foram as promessas, em que inúmeros políticos chegaram a falar em respeito a vida e a dignidade humana. Onde estão eles, parecem até que não existem mais, já conseguiram aplicar o estelionato politico eleitoral e agora só retornam dentro dos próximos 04 anos e outros 08 anos e naturalmente com os mesmos artifícios. Infelizmente, a politica que prospera é a da exclusão, da fome e da miséria, em que apenas com um pão duro e envelhecido, os políticos compram a dignidade do eleitor e do ser humano.

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