Reforma agrária e regularizações de áreas quilombolas no Maranhão foram prejudicadas pelo comando do PT no INCRA

    aldir

À semana passada, a presidenta Dilma Rousseff assinou decretos de desapropriações de terras para a reforma agrária e regularizações fundiárias de comunidades quilombolas. Nos decretos estão a inclusão de áreas do Maranhão, mas mesmo assim as famílias que vivem entre o arame e o asfalto e as que são ameaçadas todos os dias para abandonarem as suas posses centenárias não acreditam na decisão do governo federal. Quantas e quantas manifestações e ocupações da sede do INCRA em São Luís e em Imperatriz já foram feitas? Quantos acordos já foram assinados com a intermediação da Ouvidoria Agrária Nacional? Foram inúmeras, e infelizmente nada do que foi acordado chegou a ser honrado.

    Desde quando a Superintendência do INCRA esteve sob o controle do Partido dos Trabalhadores e mais precisamente do ex-vice-governador e hoje Ministro do Tribunal de Contas, Washington Macaxeira, não houve avanços na reforma agrária e nem na regularização fundiária das áreas quilombolas, muito pelo contrário, o que cresceu bastante foi a corrupção com desvios de recursos públicos, a postergação de processos e o favorecimento de interesses de políticos, latifundiários e empresários do agronegócio, envolvendo vergonhosamente e diretamente a administração da Superintendência do INCRA. Todos os ex-superintendentes indicados pelo PT, com a interferência de Washington Macaxeira e outro indicado pelo ex-governador Epitácio Cafeteira, respondem processos na Justiça Federal e já houve condenações que estão em grau de recursos.

    O interessante dentro de todo o contexto é que o Movimento Sindical Rural e outras entidades da sociedade civil organizada nunca tomaram posição clara e objetiva em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, com denuncias e cobranças. A verdade é que por questões politicas partidárias das entidades e as identificações ideológicas, as pressões ficavam no campo das reuniões e a presença do Ouvidor Agrário Nacional, que nunca resolveu nada. Com as definições através dos decretos assinados na semana passada, espera-se que seja feita alguma coisa.

     Infelizmente, o Maranhão e especialmente São Luís são grandes importadores de alimentos, simplesmente por falta de politicas agrícolas, principalmente na assistência técnica e extensão rural, terras regularizadas para pequenos produtores, crédito, insumos básicos e incentivos para a fixação do homem no meio rural com postos de saúde, escolas, armazéns e estradas. Atualmente existem muitos discursos e informações que não se sustentam quanto a agricultura familiar, que não responde em nada com a produção de alimentos. Na capital o problema é sério. Até o cheiro verde está vindo do interior do Ceará e o que se apresenta como produção é vinagreira e periodicamente o quiabo e o maxixe. A banana pacovan pode ser encontrada nas feiras e mercados a oito reais a dúzia e não se pode falar de cenoura, repolho, batata, abóbora, cebola, chuchu, pepino e outras verduras e hortaliças, que vêm de vários estados, o que eleva os preços e o custo de vida.

 

 

 

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