O Nascituro

aldir

De onde vim não trouxe nenhum bem material
Porque nada me pertencia
Apenas a vida e com muito amor
Que o Criador me delegou na hora da partida.
II
Que coisa bela o quintal da infância
Não existindo nada impuro
Tudo é beleza que papai do Céu
Com toda simpatia,
Tornando puro até as impurezas
De uma vida que apenas se inicia.
III
Quando chegamos ao mundo
Enchemos de alegria
Os nossos pais e toda a família
Pelos padrinhos e madrinhas embevecidos
Tudo é vigor, tudo é beleza, tudo é alegria
Agora, tudo é realidade
Chega de sonhos e de fantasias.
IV
Viemos ao mundo totalmente despidos
Ganhando logo vestimenta para agasalhar do frio
Um sapatinho de lã feito à medida
Tudo é belo, e como belo é a vida.
V
Bem  protegidos do frio, do calor
Bem maior que tudo é o calor humano
Recebemos  sem ônus das mãos do Criador
Tudo está bem, nada de pensar no mal
Pois até mesmo  antes de nascer
Está protegido pela Lei penal.
VI
Que maravilha  esse ser criança
Encantadora é  toda a família
Enchendo de amor e argúcia o peito
Ao tomar sua primeira refeição do dia,
É colostro o leite que alimenta
Tornando imune dos males que rodeiam.
VII
Deus abençoe esta feliz criança
Que vossos pais possam acompanhar seu crescimento
Dando prazer a todos que a ladeiam
Como a pureza que há no firmamento.
VIII
Aos seus papais a felicidade de educa-lo
Tarefa que se inicia desde as primeiras refeições
E vai aprendendo o amor e o respeito
Para amolda-lo  ao conviver do cotidiano
As bênçãos aos pais, aos tios e tudo mais
E o respeito ferrenho as babás.
IX
O grande respeito à mestra escola
De quem lembrarás por toda vida
Da sua turma que guardará sempre na memória
Como se não fosse esquecer um dia
Pois, o tempo passa velozmente
Trazendo consigo as inesquecíveis férias
Fica a saudade de toda aquela gente
Da barulheira em forma de quimera.
X
Passam-se os anos e ele toda primavera
E quando passamos ainda vem a nova turma
E a saudade fica como companheira
O novo método da nova mestra escola
Até as matérias, tudo é novidade
E daqueles que foram transferidos
Restam no peito mais mil saudades.
XI
É o momento da preparação
Colando grau cheio de contentamento
Sendo o orgulho dos familiares
Da confecção dos convites
À roupa do evento formal
Que o criador abra teus caminhos
Chegando ao ápice sem arranhadura.
XII
É chegado então a hora da reflexão
Da paixão eterna pela sua escola
Dos colegas quem sabe Deus possa rever um dia
Pois é assim o ciclo da vida
Pois provaremos desse amargo
Mas a doçura efêmera confortando o peito
Que só Jesus o Criador é quem dá o jeito
De não bebermos  desse cálice amargo.

*José Olívio Cardoso Rosa é advogado, poeta e contista

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