Inadimplência bate recorde e atinge 44,8% de adultos no Brasil, diz pesquisa

O Brasil atingiu em julho o recorde de inadimplência de sua história, com 75,08 milhões de pessoas com as contas em atraso, mostra levantamento realizado pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e pelo SPC Brasil. Total de inadimplentes representa 44,75% da população adulta do Brasil. O recorde foi alcançado após o número total de negativados crescer 0,47% na passagem de junho para julho. Considerando o tempo da dívida que está em atraso, o grupo que mais cresceu foi formado por pendências que têm de quatro a cinco anos de atraso: nesse recorte, houve um aumento de 38,97% no total das dívidas ante um ano atrás.

Valor médio devido por cada inadimplente é de R$ 5.205,30. Cada consumidor negativado no país deve, em média, para 2,34 empresas credoras diferentes e quase metade das pendências financeiras concentra-se em valores mais baixos. Cerca de 28,94% dos devedores têm pendências de até R$ 500, índice que sobe para 41,16% quando analisadas dívidas de até R$ 1.000.

Inadimplentes têm dificuldade para se manter longe das dívidas. O presidente da CNDL, José César da Costa, destaca que a barreira freia o dinamismo necessário para o crescimento econômico sustentável da economia nacional. Fica evidente que as medidas adotadas até o momento, como programas de renegociação de dívidas nos moldes do Desenrola, não têm sido suficientes para conter a expansão desse cenário adverso, afirmou.

Perfil dos devedores

A maior concentração de devedores no país está na faixa etária de 30 a 39 anos. Esse grupo soma 18,2 milhões de pessoas, o que significa que mais da metade (53,68%) da população desta idade está negativada. Na divisão por gênero, o público feminino representa 51,39% dos devedores registrados, enquanto os homens equivalem a 48,61%. Bancos consolidam a maior parte de todas as dívidas brasileiras. As instituições bancárias respondem por 65,91% do total, seguidas pelas contas de água e luz (10,63%), setor de outros (9,58%) e comércio (8,21%). As contas básicas de água e luz tiveram o maior aumento de inadimplência setorial, com alta de 22%.

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