Maranhão dispara com o maior número de investigações eleitoras em 2026, diz a PF

Falsidade ideológica lidera os crimes apurados, enquanto Maranhão concentra o maior número de investigação no país. A Polícia Federal já instaurou 833 inquéritos para investigar suspeitas de crimes eleitorais relacionados às eleições de 2026. Os dados constam do painel de monitoramento da corporação, atualizado até o fim de julho, e indicam que as apurações estão distribuídas por praticamente todo o país, com exceção do Acre, único Estado que ainda não registra investigações desse tipo. O Maranhão aparece na liderança do número de inquéritos, com 98 procedimentos instaurados. Na sequência estão Rio de Janeiro, com 87, Ceará, com 83, e São Paulo, com 69. Também figuram entre os Estados com maior volume de investigações Paraná, Rio Grande do Sul, Tocantins, Rio Grande do Norte, Piauí, Paraíba, Goiás, Pará, Pernambuco, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia e Amazonas.

De acordo com a PF, 829 das investigações foram abertas por meio de portarias expedidas pela própria corporação, enquanto apenas quatro tiveram origem em prisões em flagrante. O cenário indica que a maior parte dos procedimentos decorre de denúncias, informações recebidas pelos investigadores e diligências realizadas ao longo do processo eleitoral. Entre os crimes mais investigados está a falsidade ideológica eleitoral, que soma 291 inquéritos. Em seguida aparecem a inscrição fraudulenta de eleitores, com 223 casos, e a corrupção eleitoral, categoria que engloba práticas como compra de votos, com 129 investigações. Também há procedimentos relacionados a crimes contra a honra na propaganda eleitoral, apropriação indébita de recursos de campanha e casos de violência política de gênero ou raça.

Os crimes investigados são enquadrados, em sua maioria, no Código Eleitoral. Conforme a legislação, as punições podem incluir detenção, reclusão, aplicação de multas e, dependendo da situação, sanções na Justiça Eleitoral, como cassação de registro, perda de mandato e declaração de inelegibilidade. O painel de monitoramento da Polícia Federal também aponta oscilações na abertura de novos inquéritos ao longo do ano, com aumento das investigações em períodos de maior intensidade da fiscalização eleitoral, especialmente no início de fevereiro e em meados de julho.

Diário do Poder

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