O atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, modificou um entendimento adotado pela gestão de Alexandre de Moraes e restabeleceu a possibilidade de advogados realizarem sustentação oral. A prática estava suspensa desde 2022 por determinação de Moraes, que presidiu o tribunal entre 2022 e 2024. A ministra Cármen Lúcia, que sucedeu a Alexandre de Moraes, não teve coragem para mexer nessa questão. Nunes Marques teve. O anúncio da mudança foi feito pelo próprio Nunes Marques durante a sessão de julgamento que analisava o referendo de uma decisão concedida por ele. A decisão em questão atendeu a um pedido do PL, partido do senador Flávio Bolsonaro, e suspendeu a divulgação de uma pesquisa do Instituto AtlasIntel. Ao abrir a sessão, o atual presidente propôs a retomada do modelo, definindo um formato mais rápido para as defesas.
“Retomaremos uma tradição do Tribunal Superior Eleitoral, que é permitir a sustentação oral dos advogados nas representações deste jaez. Eu proponho que a sustentação, assim como tudo que acontece na Justiça Eleitoral, seja efêmera. Indico o tempo de cinco minutos para cada advogado”, declarou o ministro.
A nova diretriz foi inaugurada pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, ex-ministra substituta do TSE e representante do PL no caso, que agradeceu publicamente a mudança de entendimento da Corte antes de iniciar sua manifestação.
Jornal da Cidade Online