O escritor e cronista Luís Fernando Verissimo faleceu neste sábado (30), aos 88 anos, em Porto Alegre (RS). Ele estava internado desde 11 de agosto no Hospital Moinhos de Vento para tratar uma pneumonia. Em comunicado, a instituição confirmou que a causa do falecimento foi decorrente de complicações da doença. Além do quadro infeccioso, Verissimo enfrentava há anos outras limitações de saúde: utilizava marca-passo desde 2016, enfrentou um câncer ósseo em 2020, sofreu um AVC em 2021 — o que o levou a abandonar a escrita — e convivia com a doença de Parkinson.
Filho do também escritor Érico Verissimo, Luís Fernando se consagrou como um dos autores mais lidos e respeitados da literatura brasileira contemporânea. Ao longo de sua trajetória, publicou mais de 70 obras, com vendas que ultrapassaram 5,6 milhões de exemplares. Seu estilo, marcado pelo humor refinado e pela habilidade de transformar o cotidiano em reflexões inteligentes e divertidas, conquistou gerações de leitores.
A carreira de Verissimo começou no jornalismo, em 1966, como revisor do jornal Zero Hora, em Porto Alegre. Seu primeiro livro, O Popular, foi lançado em 1973. Ele também se destacou como colunista em veículos de grande circulação, como O Estado de São Paulo, O Globo e Zero Hora, consolidando-se como uma das vozes mais influentes da crônica brasileira.
O Hospital Moinhos de Vento ressaltou em nota que Verissimo deixa um legado cultural imensurável, sendo lembrado por sua vasta produção literária e pelo impacto que suas crônicas, contos e romances tiveram na vida de milhões de brasileiros.
Jornal da Cidade Online