A incompetência bastante acentuada e ainda mais com informações que nunca se concretizam, a Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos tem proporcionado constantes descontentamentos e prejuízos aos usuários das embarcações aquaviárias e de maneira acentuada aos motoristas que transportam passageiros e cargas, em que estão duas empresas de coletivos, que diariamente atendem mais duas mil pessoas.
No início da manhã, o pessoal que estava na fila para embarque foi informada que havia acontecido um problema com uma das embarcações e que apenas duas estariam em operação. A revolta tomou ampla dimensão, quando a MOB adiantou que passageiros, coletivos e caminhões que deveriam fazer a travessia no ferry em pane teriam que ficar aguardando a manutenção com retorno previsto para o final da tarde.
Por volta das 07 sete horas o movimento de motoristas ganhou mais adesões e o terminal foi totalmente interditado. A Polícia Militar foi chamada como forma de intimidação, mas diante da forte revolta, a prudência prevaleceu e depois de 03 horas a MOB atendeu parcialmente os direitos dos usuários com passagens compradas e prontos para o embarque e o movimento foi encerrado, com a observação de que se o acordo não fosse honrado, a interdição seria em circunstâncias bem maiores.
Se o governador Carlos Brandão tem efetivamente a determinação de disputar a reeleição para ganhar o pleito, ainda tem tempo para ajustar a máquina administrativa e fazer as devidas e necessárias mudanças em inúmeros cargos por pessoas que estejam no firme propósito de vencer e sem interesses particulares.
Com as ações desastrosas da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos, inclusive levando o próprio governador a dar informações erradas nas redes sociais, além de não ter conseguido chegar próximo da regularização dos serviços, falando a verdade, toda a equipe da MOB já devia ter sido destituída da Agência. Existem pessoas competentes e transparentes e dispostas a corrigir as distorções. O cerne de todo o problema foi iniciado pelo governador Flavio Dino, que ao intervir na empresa Serviporto, impediu que ela fizesse investimentos e o favorecimento a Internacional Marítima proporcionou acomodação e exploração dos serviços sem maiores responsabilidades. A coisa foi tão vergonhosa que chegaram a arrumar uma licitação em que o governador Flavio Dino fez questão de participar da assinatura do contrato, em que a empresa sucateada Internacional Marítima foi a vencedora, dividindo os serviços com uma tal Celte Navegação, empresa especializada em transportes e cargas e veículos em balsas no estado do Pará.
Fonte: AFD