Com os serviços altamente deficientes e a verdadeira esculhambação praticada pelo Governo do Estado, proprietários de coletivos, de caminhões de cargas, de veículos pequenos e passageiros decidiram se unir e interditar os terminais da Ponta da Espera e do Cujupe. Eles aguardam por alguém que tenha credibilidade e respeito dentro do governo para ser claro e objetivo, sobre quando haverá a regularização dos serviços, inclusive com novas embarcações que não sejam as atuais que colocam em risco de milhares de vidas todos os dias.
Alguns dos manifestantes pediam que o mentiroso Flavio Dino, como qualificaram o ex-governador, que vá ao local, conforme deixaram registrado, para falar sobre a licitação em que ele favoreceu vergonhosamente a empresa sucateada Internacional Marítima, que já opera no local com elevada deficiência e a Celte, do Estado do Pará que não tem nenhum ferry boat. Diante da qualificação dos vencedores, não se tem quaisquer dúvidas, de que tudo fez parte de um jogo de interesse do governo passado. Há necessidade urgente para a anulação da concorrência viciada, o que já deveria ter sido pedida pelo Ministério Público e pela gravidade do problema, a própria intervenção direta do Procurador Geral de Justiça.
Neste momento em que estamos lutando por direitos legítimos, não recebemos o apoio dos políticos, uma vez que por terem o rabo preso se escondem, o que mostra para a população que há necessidade urgente de mudanças, disseram as lideranças revoltadas.
Força Militar não impede o movimento
A MOB, instituição governamental que participa de maneira desonesta de toda esculhambação com informações mentirosas, concorreu decisivamente para a movimento de interdição, prometendo embarcações novas e que nunca aparecem. Para que se tenha uma dimensão do descrédito é que no dia ontem, nenhum coletivo conseguiu fazer a travessia, denunciaram os motoristas, que inclusive lamentaram a situação dos passageiros.
O Governo do Estado destinou para o local um forte contingente armado, que a princípio tentou intimidar os manifestantes, mas como a forte revolta, tentaram uma negociação e receberam como resposta, de que querem no local, alguém que tenha credibilidade e que possa efetivamente acabar de vez com o jogo de empurra, uma vez que o poder público está banalizando milhares de vidas, que podem ser perdidas em acidentes de graves proporções. Como cidadãos temos direitos a um transporte de qualidade e garantia das nossas integridades físicas, que infelizmente o Governo do Estado tripudia da população e os órgãos de fiscalizações e controle seguem o mesmo caminho. Isso ocorre em pleno período eleitoral, avaliemos se não fosse, a esculhambação seria imprevisível, afirmaram os manifestantes.
Fonte: AFD