Barracas do comércio informal tiram a visão do tradicional Liceu Maranhense

O Liceu Maranhense, uma das grandes referências de escola pública do Maranhão, atualmente está a prejudicada com o impedimento da visibilidade do seu prédio na frente e na lateral esquerda por inúmeras barracas do comércio informal. Eles estão no local não por vontade dos pequenos comerciantes e muito menos por ocupação ilegal, mas por circunstâncias em que o ex-prefeito Edivaldo Holanda Júnior, por irresponsabilidade os alojou no local enquanto construiria um shopping popular e o resultado é que deixou a prefeitura e um sério problema, que incomoda os pequenos comerciantes.

Quando da reforma das praças do Pantheon e Deodoro, o IPHAN precisou retirar todo o pessoal do mercado informal e a prefeitura de São Luís fez um acordo com os comerciantes, com a promessa, de que enquanto as duas eram reformadas ele construiria um shopping popular para colocar o pessoal, havendo inclusive uma promessa de que uma parte seria colocada no antigo prédio da Secretaria de Estado da Educação na rua Grande.

As obras das duas praças foram concluídas, o prefeito se eximiu das próprias responsabilidades e deixou o cargo sem dar qualquer satisfação. Os donos bancas de revistas, de lanchonetes e das demais variedades de vendas, se manifestam preocupados e se sentem incomodados no local. Relatam que a nova administração municipal, até o momento ainda não abriu pelo menos um diálogo com eles para uma solução do sério problema. Os pequenos comerciantes têm consciência plena que a localização deles, contrasta com o cartão postal das duas praças.

Antes das eleições municipais, dezenas de candidatos a vereador nos visitaram e fizeram promessas de lutar em busca de solução para os nossos problemas, mas alguns deles que foram eleitos, nunca mais vieram conversar conosco, o que significa que promessa é válida até chegar ao cargo e depois o que prevalece são os interesses pessoais.

O Ministério Público já poderia ter intervido, não para retirar simplesmente os comerciantes, mas fazer com que o poder público encontre meios para colocá-los em um local em que haja movimento de pessoas e coletivos para que possam lutar pela subsistência com dignidade, para com suor da labuta cotidiana, possa conseguir o pão de cada dia.

Fonte: AFD

 

 

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