Durante entrevista concedida a imprensa sobre a operação “Cobiça Fatal”, desenvolvida hoje em São Luís, que resultou na apreensão de farto material na sede da Secretaria Municipal de Saúde e a prisão de três empresários, todos envolvidos no superfaturamento na compra de mascaras com recursos do Covid-19, a Polícia Federal identificou práticas criminosas iguais a de São Luís em Timbiras e Matinha.
A Superintendente da Polícia Federal no Maranhão, Cassandra Parezi .relatou que o material apreendido nas buscas realizadas hoje na sede da Secretaria Municipal de Saúde, devem dar um suporte bem maior para as provas coletadas pela Controladoria Geral da União e caso necessário outras operações podem ser feitas, principalmente com a observância da aplicação dos recursos destinados ao enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.
Pelo visto e diante da periculosidade e audácia com que foi feito o superfaturamento entre os empresários e a Secretaria Municipal de Saúde, que chegou a superar 200%, os criminosos acreditavam na impunidade, mas pelo visto tem muita coisa, ainda para ser investigada, uma vez que o superfaturamento das mascaras, pode ser sido apenas a ponta do iceberg.
Por outro lado, a Polícia Federal deve no decorrer das investigações com as análises dos materiais apreendidos, fazer outras operações dentro dos desdobramentos, quando podem ser feitas novas prisões e indiciamentos de envolvidos na roubalheira para se apropriar de recursos destinados a covid-19.
Para socorristas do SAMU e o pessoal técnico do Sistema Municipal de Saúde, que vem sendo discriminados na questão de Equipamentos de Proteção Individual – EPIs, em que são negados direitos e eles ficam a mercê de contaminações e riscos de vidas, muita coisa precisa ser investigada dentro da Secretaria Municipal de Saúde, principalmente que para o covid-19 são necessários materiais de qualidade e efetiva proteção, o que a SEMUS e a prefeitura de São Luís se negam a respeitar e honrar.