O resultado da pesquisa do IBGE, que revelou o Maranhão com renda per capita de R$ 635,59, não causou muita surpresa para os próprios maranhenses, levando-se em conta que o crescimento da extrema pobreza se tornou bem acentuada no período da administração do governador Flavio Dino. Em um Estado em que não há efetivamente políticas públicas, apenas políticas compensatórias, uma produção agrícola pífia, saúde penalizada com o fechamento de 17 unidades de médio e grande porte e muita gente morrendo por falta de assistência médica, a educação semeada em dados fictícios e a infraestrutura marcada por dezenas de rodovias estaduais intrafegáveis e ainda há casos vergonhosos como uma estrada do município de Paulino Neves, que depois de concluída, em menos dois meses ficou totalmente intrafegável, são fatos reais infelizmente. Nos casos da saúde quem não lembra os idosos que morreram por falta de tratamento para hemodiálise, principalmente os que eram submetidos a viagens do interior para a capital e muitos chagavam a passar fome. Muitas obras de centros de hemodiálise no interior do estado abandonadas.
A produção agrícola do Maranhão está baseada unicamente no agronegócio da soja, do algodão, do milho e da cana de açúcar, enfrenta sérias dificuldades com a falta de estradas de responsabilidade do governo estadual para o escoamento da produção. A soja foi penalizada com uma nova tributação.
Quanto a agricultura familiar que poderia ser uma importante saída para a melhoria de vida no meio rural e naturalmente diminuir a fome e a miséria foi trocada pelo clientelismo político com a distribuição de implementos agrícolas. A falta de assistência tem sido o fator determinante para que pequenos agricultores tenham constantes prejuízos e endividamento bancário, transformando muitos pobres em miseráveis.
O governador Flavio Dino no período de 2015 e 2018 aumentou o ICMS por três vezes, não concedeu qualquer aumento ou reposição salarial aos servidores públicos e faz uma propaganda enganosa sobre salários de professores, em que gratificações são somadas para se constituir em referência para o governador dar uma impressão nacional de que paga um dos maiores do país aos professores maranhenses.
Como o Flavio Dino, não tem nada de positivo que possa servir de referência nacional para pelo menos dar um alento ao seu sonho desvairado de ser candidato a presidente da república, o governador dentro das suas artimanhas deve questionar através de sofismas a pesquisa ao IBGE, mas não terá como escapar moda realidade, uma vez que as desigualdades sociais são bem visíveis em todo o Maranhão.
Como resultado positivo e prospero da sua administração com vistas a postular a sua candidatura à presidência república é a extrema pobreza com miséria e fome. Como lhes falta bom sendo e visão cristalina da realidade, não duvidem que a experiência que vem semeada e crescente no Maranhão, possa vir a ser a sua grande referência.