A Superintendência do INCRA no Maranhão continuará sob o domínio de interesses de políticos?

  São poucos os ex-Superintendentes do INCRA no Maranhão, nos últimos 20 anos, que não foram alcançados por denúncias de desvio de recursos públicos e outras práticas de corrupção pelo Ministério Público Federal, que resultaram em processos na Justiça Federal. Hoje existe até político com mandato de deputado, que está indiciado em vários processos e a maioria deles, que já deveria estar em conclusão de cumprimento de pena, hoje com proteções políticas continuam zombando de tudo e de todos.

A maioria das vítimas dos ex-superintendentes INCRA envolvidos em corrupção, foram milhares de famílias de comunidades rurais e das que foram assentadas. O INCRA foi conivente com grandes empresários para expulsar milhares de famílias com posses seculares e na questão dos assentamentos, os recursos destinados para custeio e promoção do desenvolvimento produtivo foram embolsados criminosamente pelos gestores e o grupo de quadrilheiro instalado dentro da instituição.

Quem se lembra da área do Carú, que tentaram aplicar o golpe e o negócio não deu certo, devido a decisão firme clara, transparente e séria da Justiça Federal e do Ministério Público, que resultou em processos contra administradores do INCRA.

A verdade é que apesar dos bilhões de reais destinados para desapropriações de áreas e regularizações fundiárias, desconheço a existência de algum programa do Procera, que tenha subsistido e exista pequeno produtor rural satisfeito. No Maranhão, a ingerência política foi a grande causadora de conflitos agrários, em que o INCRA por ser comprometido nunca teve autonomia. Os casos que foram pelo menos amenizados e até resolvidos, contou com a participação do Ministério Público Federal e Justiça Federal.

A indicação de um preposto de um político conhecido por práticas nada transparente é um receio de que o governo Bolsonaro dê continuidade a corrupção institucionalizada no órgão pelo PT. O deputado federal Josimar de Maranhãozinho chega emplacando ao INCRA o amigo e empresário Mauro Rogério Maranhão Pinto, que assumir a Superintendência do Maranhão e assim abre as portas da autarquia para favorecer interesses de muita gente viciada e convênios para o governador Flavio Dino.

A se confirmar a indicação e o Governo Federal não fiscalizar a instituição para que atenda os interesses coletivos e mais precisamente das famílias rurais, o governo Bolsonaro dará continuidade ao aparelhamento que o PT implantou no INCRA do Maranhão.

 

 

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