Quem primeiramente trouxe a público o rombo no FEPA, avaliado em mais de um R$ 1 com bilhão foi o Fórum das Carreiras do Poder Executivo, formado por 15 sindicatos de diversas categorias do serviço público e coordenado pelo sindicalista Cleinaldo Bil Lopes, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público – SINTSEP e na Assembleia Legislativa do Estado, o deputado Eduardo Braide denunciou a iminente quebra da previdência estadual, quando o governador Flavio Dino tentou com várias manobras institucionais no parlamento estadual desviar a atenção da população e para tanto contou a subserviência da maioria dos deputados com mudanças dentro do contexto da previdência.
Em audiência pública na sede da Assembleia Legislativa do Estado, Cleinaldo Bil Lopes e outras importantes lideranças do Fórum, manifestaram-se bastante preocupados com a iminente “quebra” da previdência estadual com o comprometimento das aposentadorias e pensões de milhares de pessoas. O deputado Eduardo Braide passou também a contar com o apoio dos colegas Adriano Sarney e Welington Curso. Embora fazendo denúncias e preocupações com os salários dos servidores públicos aposentados e pensionistas, os parlamentares não encontraram contestações por parte dos deputados obedientes ao Palácio dos Leões, muito pelo contrário, eles decidiram-se pelo silêncio obsequioso.
Fórum teme pelo futuro das aposentadorias e pensões
O dinheiro retirado das aplicações em conta bancária do FEPA foi feito pela Secretária de Gestão Pública e Previdência para cobrir folhas de pagamentos não apenas de aposentados e pensionistas, mas até para complementação do pessoal da ativa. Há também o registro de ter sido realizada uma operação em que o sistema do governo chegou a ficar algumas horas fora do ar para outra operação vergonhosa em que foram retirados do FUNBEN, o plano de saúde dos servidores públicos R$ 150 milhões para socorrer a folha dos aposentados, o que aumentam as preocupações relata Cleinaldo Bil Lopes, coordenador do Fórum das Carreiras do Poder Público.
Não há mais como negar a crise, e o governador Flavio Dino procura tirar a atenção a população, centrando criticas em Bolsanaro e já tentando fazer articulação em busca de alguém para apontar responsável para o sério problema, que é na realidade da sua própria incompetência e arrogância, como dono do poder. A intranquilidade é pública e os servidores da ativa manifestam preocupações, uma vez que eles não estão descartados de enfrentarem situação, semelhante a dos servidores públicos estaduais do Rio de Janeiro, que inclusive já está no Piaui.
