Por conta da copa do mundo e do São João, os políticos deixarão um pouco o foco da mídia e dos comentários nas redes sociais. Quando do retorno, já estaremos bem próximos das campanhas nas ruas e logo a seguir virão as do rádio e da televisão.
Por conta dos engodos praticados nas administrações marcadas por acentuadas deficiências e visibilidades acentuadas de corrupção, vários gestores públicos terão dificuldades de ir para as ruas e nem coragem de pedir votos para eleitores de bairros e comunidades mesmo longínquas, utilizando os conhecidos instrumentos do clientelismo, a forma mais conhecida de compra de consciências mediante o voto.
No Maranhão e mais precisamente em São Luís, foram muitos os segmentos sociais perseguidos e discriminados por gestores estaduais e municipais com casos nunca vistos em administrações passadas, além da deslavada corrupção que se tornaram públicas, foram abafados com a devida omissão das autoridades e outros estão em investigação pelas autoridades com os devidos passos de cágados.
A cidade de São Luís, depois de ter passado pelo estelionato do Mais Asfalto e Asfalto na Rua, está completamente abandonada, ruas esburacadas, a saúde pedindo socorro, o transporte coletivo precário, a educação abandonando crianças e adolescentes e é na realidade uma capital sem qualquer projeto de desenvolvimento, vivendo a revelia e dos casos de guetos que se infiltram na administração pública e procuram se beneficiar, mesmo com a fome voraz dos leões. A situação da capital não é apenas por descaso de um dos poderes, mas dos municipal e estadual. No interior, a problemática é bem maior, decorrente do constante avanço da fome da miséria com numerosos bolsões.
Temendo a indignação popular e até mesmo revolta das populações comunitárias, políticos estão se organizando para fazer reuniões comícios em locais privados, ficando os políticos com a responsabilidade de contratação de pessoal conduzidos em coletivos para ocupar espaços e assim dar demonstração de participação popular. A prática é bastante conhecida, quando um candidato carrega eleitores em quatro ou cinco ônibus para os comícios que seu grupo realiza, o que é também feito por outros políticos e acabam fazendo manifestações em que praticamente não há quase ninguém das comunidades Há também os casos de pessoas contratadas por políticos, que vão participar de movimentos nos bairros com objetivo de se contrapor às manifestações populares, o que no caso são de seguranças armados.
Não podemos acreditar na hipocrisia de que não haverá comprar de votos, uma vez que existem muitos pré-candidatos com muita bala para disparar e atingir eleitores, seus familiares e suas consciências, o que torna sempre o processo eleitoral totalmente viciado.
Diante de fatos que devem se repetir, há necessidade de que a sociedade se organize para dar um basta na corrupção, pelo menos nesse caso, denunciando a acompanhando os fatos e cobrando as providências pela Justiça Eleitoral. A transparência ou pelo menos próximo dela é dever da inserção de todos nós. Ao lutarmos combate, com certeza, estaremos combatendo a corrupção futura. A verdade é que o contexto depende da nossa luta.
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