Ao demitir o economista Carlos Alberto Ferreira da Silva, da Diretoria de Comunicação da Assembleia Legislativa do Estado, o presidente Othelino Neto, apesar de fazer uma substituição natural dentro do contexto da administração, acabou por atender um anseio coletivo da maioria dos servidores. A exoneração de Carlos Alberto é avaliada pelos funcionários, como o expurgo de um elemento nocivo, que com o poder que lhes foi outorgado tripudiou das pessoas, feriu sensibilidades e tirou pessoas com mais de 10 anos de serviços prestados, para aumentar o pessoal da República de Caxias.
Os foguetes e as comemorações e até promessas de todas as ordens, que naturalmente devem ser pagas, expressam sentimentos das pessoas que se vêm livre de perseguição e opressão, uma vez que o perverso elemento mandava em todos os setores do parlamento estadual e era conhecido como o deputado 43, pela maneira como transitava e com o poder que fazia questão de ostentar.
Durante a negociação salarial do Sindicato dos Servidores da Assembleia – Sindsalem, ele interviu para procrastinar entendimentos e dificultar todas as tentativas de negociações e criou conflito com a entidade. Foi dele a iniciativa de retirar de dentro da Assembleia, a sede do Sindsalem e a pressão para que os funcionários efetivos não participassem de atos, sob a pressão, dos que tinham cargo em comissão ou funções gratificadas serem exonerados. Os problemas foram tão vergonhosos, que Carlos Alberto, utilizava policiais militares e seguranças para intimidar os dirigentes sindicalistas com ameaças de agressões e prisões.
Muita gente avalia como período negro a passagem de Carlos Alberto Ferreira pela Diretoria de Comunicação da Assembleia, levando-se em conta não ter preparo técnico para o cargo e ter praticado o exercício ilegal da profissão, naturalmente com o respaldo da presidência da casa.
A República de Caxias que é integrada por dezenas de pessoas importadas da cidade de Caxias, muitas das quais nem precisam vir a São Luís, era administrada pessoalmente pelo próprio elemento. É um problema sério que vai precisar de um posicionamento do presidente, se estiver no firme propósito de dar um basta no período negro, considerado pelos servidores do parlamento.
O novo Diretor de Comunicação da Assembleia, nomeado e empossado é o experiente jornalista Edwin Jinkings Rodrigues, que também terá a responsabilidade de restaurar todo o Sistema de Comunicação Social e deve até por questões de princípios de seriedade fazer uma auditoria no setor, decorrente de denúncias de improbidades.
