Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo de Campos (RJ)
Com este título, o conhecido escritor o Dr Augusto Cury, com uma visão articulada da Psicologia, Psiquiatria e Pedagogia apresenta a mulher mais famosa e desconhecida da História. Certamente o nome da obra é instigante e inusual, fazendo-nos descobrir a inteligência de Maria e sua personalidade fascinante, que contribuíram na educação do Menino Jesus e de tantas gerações de cristãos.
São enunciados 10 princípios que passamos a comentar: 1º. Maria vivia sua vida como um contrato de risco. Educar é apresentar desafios estimulando a criatividade e a força da vontade; 2º. Maria era rápida em agradecer e corajosa no agir. A educação deve iniciar para a gratidão e o agir audaz e propositivo; 3º. Maria usava a intuição e não um manual de instruções. Guardar a vida interior e seguir a intuição espiritual; 4º. Maria educava seu filho para servir a sociedade e não servir-se dela. O caminho do poder-serviço e da humildade solidária; 5º. Maria tinha uma espiritualidade inteligente, transformava informações em sabedoria. Educar para a conexão e a sabedoria da vida; 6º. Maria estimulava a proteção da emoção. Desenvolver a ternura e a compaixão; 7º. Maria estimulava a ambição interior. A motivação educacional deve priorizar a auto-determinação e a busca da excelência interior; 8º. Maria vivia e ensinava a arte da contemplação da natureza. Educar para a admiração e o respeito a Criação; 9º. Maria estimulava a inteligência para construir um projeto de vida e a disciplina para executá-lo. Iniciar para o discipulado e o seguimento comprometendo toda a vida; 10º. Maria contava sua história de vida como o melhor presente na educação do seu Filho. O testemunho e a coerência da vida dos pais como principal recurso educativo.
Gostaria de partilhar para encerrar a proposta destas diretrizes com alguns conceitos-chaves do mesmo autor: Educar é viajar pelo mundo do outro sem nunca penetrar nele. É usar o que passamos para nos transformar no que somos. Fica claro que o melhor educador não é o que controla, mas o que liberta. Não é o que aponta erros, mas o que os previne. Não é o que somente o corrige comportamentos, mas o que ensina refletir sobre a motivação dos mesmos. Não é o que enxerga o que é tangível aos olhos, mas o que vê o invisível. Não é o que desiste, mas ao contrário como Maria ao pé da Cruz, permanece na esperança estimulando a renovar e mudar todas as coisas a partir da ressurreição do Senhor. Deus seja louvado!
Fonte – CNBB Nacional