O avião avaliado em mais de dois milhões foi comprado com dinheiro do SUS desviado do Hospital do Câncer do Maranhão, durante o governo de Roseana Sarney e Ricardo Murad
A Policia Federal vem realizando hoje em São Luís, Imperatriz e Araguaina no Maranhão e Palmas e Arenópolis no Tocantins, uma grande operação para o cumprimento de 32 mandados judiciais. É mais uma fase da Operação Sermão dos Peixes, que investiga desvios de recursos do SUS. Foram conduzidos nesta manhã para a sede da Policia Federal em São Luís, o médico Benedito Silva Carvalho e o empresário Emilio Resende, proprietário de uma empresa de oncologia, acusada de ter desviado 36 milhões de reais destinados para atender pacientes portadores do câncer. A Justiça Federal mandou apreender um avião do empresário e carros de luxos dos envolvidos e determinou o bloqueio de contas bancárias de todos os acusados. Está indiciado no processo, o ex-secretário Ricardo Murad, da Saúde, que pode ser preso a qualquer momento com os avanços das investigações. Ele já chegou a ser conduzido coercitivamente à Policia Federal.
A Polícia Federal e o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle deflagraram nesta manhã (6/10), duas fases concomitantes referentes à Operação Sermão dos Peixes que investiga o desvio de recursos públicos federais do Fundo Nacional de Saúde, destinados ao Sistema Único de Saúde no estado do Maranhão.
Cerca de 60 policiais federais estão cumprindo simultaneamente 32 mandados judiciais, sendo três de prisão preventiva, 12 de condução coercitiva e 17 de busca e apreensão, além do bloqueio judicial de bens a apreensão e sequestro de uma aeronave. Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de São Luís/MA, Imperatriz/MA, Araguaína/MA, Palmas/TO e Arenópolis/TO.
A segunda fase, denominada Operação Abscôndito, investiga a destruição e ocultação de provas, incluindo a venda suspeita de uma aeronave objeto de decisão judicial, após o possível vazamento da Operação Sermão aos Peixe em 16/11/2015.
Já a terceira fase da Operação, Voadores, apurou o desvio de cerca de R$ 36 milhões de reais através do desconto de cheques e posterior depósito nas contas de pessoas físicas e jurídicas vinculadas aos envolvidos, incluindo o saque de contas de Hospitais. Os investigados serão indiciados pelos crimes de embaraço à investigação de infração penal que envolva organização criminosa, de peculato e de lavagem de capitais.
A Operação que apura o embaraço à investigação foi denominada Abscôndito, que significa “escondido”, em alusão à ocultação e destruição de provas. Já a Operação Voadores se refere à técnica empregada de desviar recursos públicos por meio de cheques.
