Povo de Caxias derrota a oligarquia e o coronelismo do deputado Humberto Coutinho

           aldir

  Com os expressivos apoios da presidência da Assembleia Legislativa e do Governo do Estado e em pleno exercício do mandato, o prefeito Leonardo Coutinho, de Caxias, que buscava a reeleição foi derrotado pelo candidato Fábio Gentil, com uma diferença superior a 1.200 votos. Segundo observadores políticos, a população caxiense cansou da oligarquia e do coronelismo dos Coutinhos, liderada pelo deputado estadual Humberto Coutinho, presidente do Poder Legislativo Estadual.

              A ostentação do poder econômico e a força das instituições públicas estaduais, não prevaleceram sobre a consciência da maioria do eleitorado caxiense, que deu plena demonstração de que precisa de mudança e acabar com a opressão e a necessidade do restabelecimento do respeito  aos direitos e a dignidade humana das pessoas.

              Há quem afirme, que uma das principais causas da derrota do prefeito Leonardo Coutinho, foi o caso das mais de 200 mortes de recém- nascidos na Maternidade Carmosina Coutinho e de 20 crianças que perderam a vista decorrente de problemas que vão desde a precariedade dos atendimentos as gestantes e os necessários acompanhamentos na casa de saúde.

              O caso foi tão vergonhoso e veio a público em rede nacional pela Record, que inclusive mostrou a displicência e a indiferença do prefeito Leonardo Coutinho para o sério e grave problema. À época comentou-se que teria sido instaurado inquérito policial para apurar os fatos e que o Ministério Público teria se posicionado para a instauração de procedimentos para a responsabilização da direção da maternidade e da prefeitura, mas se prosperou ninguém sabe.

               O que realmente houve foi a participação do Estado, não no sentido de apurar os fatos, mas através da Secretaria de Estado da Saúde para fazer convênios e investimentos como jogada politica e tentativa de contemporizar o grave problema que banalizou a vida de 200 crianças e 20 que ficaram cegas.

             O autoritarismo e o envolvimento do deputado Humberto Coutinho, presidente da Assembleia Legislativa do Estado, no caso dos funcionários fantasmas e a truculência com os servidores do quadro efetivo do Poder Legislativo foram bastante socializadas no município de Caxias, e segundo se informa refletiram negativamente perante a opinião pública ávida por mudanças.

             Um grande passo foi dado para dar um basta na oligarquia dos Coutinhos em Caxias e muito mais do que isso, dar um fim no coronelismo do quero, posso e mando, que com certeza vai encerrar o seu ciclo na respeitável cidade de Caxias, uma das importantes referências literárias do Maranhão.

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