Gleisi Hoffmann será julgada no STF por desvios de recursos da Petrobrás

Já tem data definida para o julgamento da presidente do PT, Gleisi Hoffmann. A denúncia contra Gleisi e Paulo Bernardo, ex-marido da deputada, foi apresentada pela PGR em setembro de 2017. O então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acusou os petistas dos crimes de organização criminosa por supostamente receberem 1 milhão de reais desviados da diretoria de Abastecimento da Petrobras, em 2010.

Gleisi e Bernardo também foram denunciados por supostos crimes relacionados à Odebrecht e ao Grupo J&F, dono da JBS, além de ilegalidades no Ministério do Planejamento entre 2009 e 2015.

Os ministros do STF vão julgar a acusação em sessão virtual, entre os dias 16 e 23 de junho. Nos julgamentos virtuais, o relator apresenta seu voto e os demais ministros indicam no sistema do Supremo se seguem o posicionamento ou não, incluindo seus votos em caso de divergência.

O relator do inquérito é o ministro Edson Fachin. Uma eventual condenação poderia resgatar um pouco da credibilidade do Judiciário, mas diante da atual realidade em se tratando das circunstâncias políticas, fica um tanto difícil se acreditar em condenação.

Jornal da Cidade Online

 

MP do ‘carro popular’ pode ser armadilha para endividamento

Desconto é bom para compra à vista, mas financia dobra valor da compra

A medida provisória de Lula para baratear os carros “populares” pode virar uma perigosa armadilha para o consumidor. O tal desconto, entre R$2 mil e R$8 mil, será vantajoso para quem puder comprar o veículo à vista, segundo admitiu nesta terça (6) o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello.

Mas quem tiver de financiar a compra, com taxa Selic a 13,75%, as simulações mostram que ao final do financiamento o carro de R$60 mil terá custado o dobro do valor atual. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O problema é que, vantajosa, a compra à vista do carro com desconto será privilégio de poucos. Pobres não têm R$60 mil em conta para isso. A Medida Provisória do presidente petista atende ao lobby das montadoras, que, com os pátios cheios e queda na demanda, se recusam a reduzir os preços.

Só 37 carros (de dez montadoras) estão aptos ao desconto. A principal beneficiada é a Fiat, com onze automóveis abaixo dos R$120 mil. Outro fator reside em que os recursos destinados pelo governo para atender a MP deve atender apenas um mês do programa, e não os quatro projetados por Lula.

Diário do Poder

 

Julgamento do Marco Temporal foi novamente interrompido no STF após o 3º voto

O julgamento sobre o Marco Temporal foi retomado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (7). Porém, apenas mais um voto foi proferido. O ministro Alexandre de Moraes votou contra o marco temporal. Moraes acompanhou o voto do relator, Edson Fachin, afastando a ideia do marco temporal.

Ele defendeu que as terras reconhecidas como das comunidades originárias e que estavam em disputa devem ter a posse estabelecida aos indígenas. Neste caso, os proprietários devem ser indenizados apenas pelas benfeitorias.

Logo após o voto de Alexandre de Moraes, o ministro André Mendonça pediu vistas ao processo. Assim, o julgamento está novamente interrompido e será retomado assim que Mendonça devolver os autos.

Jornal da Cidade Online

 

‘Caneta Azul’, denuncia a polícia empresário por desvio de dinheiro e maus-tratos

Cantor Manoel Gomes abriu boletim de ocorrência contra Leonardo Santana, um dos empresários, por estelionato em São Paulo.

O cantor maranhense Manoel Gomes, conhecido pelo hit “Caneta Azul”, está acusando o empresário Leonardo Santana de um suposto desvio de dinheiro e estelionato. Manoel registrou um boletim de ocorrência contra ele por estelionato no 96ª Distrito Policial, na Zona Sul de São Paulo.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que “o caso é investigado por meio de inquérito policial. Diligências seguem para esclarecer todas as circunstâncias relativas aos fatos. Detalhes serão preservados para garantir autonomia ao trabalho policial”.

A defesa de Manoel Gomes aponta uma suposta situação de maus-tratos durante uma viagem aos EUA em que o artista teria passado frio e fome. Na Justiça, uma ação ele cita Leonardo como “antigo empresário” do cantor, mas ele nega.

Fonte: G1

 

Senador pede a saída da relatora da CPMI do 8 de janeiro por ligações com o Ministro da Justiça

Desde o dia em que a senadora Eliziane Gama (PSD/MA) assumiu a relatoria da CMPI que investiga os atos de 8 de janeiro, o colega de parlamento, Marcos do Val (Podemos/ES), vem denunciando a absurda escolha e solicitando que a mesma seja substituída, por sua simpatia por parte dos investigados ou por sua amizade escancarada com o principal deles, o ministro da Justiça Flávio Dino. O importante registro é que a senadora Eliziane Gama não foi votada e indicada pela base do governo para a relatoria.

Para reforçar a necessidade de afastamento por ‘suspeição’, nesta terça-feira (6), do Val resolveu tornar público um vídeo da participação de Eliziane em uma audiência da comissão de segurança pública do senado, justamente no dia em que Dino era o convidado principal.

“Fui proibido de apresentar o vídeo que prova a notória relação entre a relatora com o investigado, ministro Flávio Dino. Então público aqui para que todos possam ter acesso e saber o conteúdo que foi censurado na CPMI. Então vamos compartilhar para que chegue a todos os brasileiros. Acompanhem a CPMI para ver o PT e a esquerda agora insinuando que a culpa é só da direita. Eu perguntei: então por que vocês do PT tiraram os nomes da lista para abertura da CPMI?”, questionou o senador nas redes sociais.

A cena, de fato, revela o exacerbado apreço de Gama com o ministro e outros ‘investigados’ que compõem o governo Lula. Vale lembrar que ela é do mesmo estado de Dino e que, portanto, costumam dividir palanque e ‘interesses políticos”.

Jornal da Cidade Online

 

Condenado por peculato no STJ, ministro de Lula é salvo no STF

Waldez Góes já havia sido condenado por peculato, em 2019, pelo STJ

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) absolveu, por 3 votos a 1, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, de acusações de peculato nesta terça-feira (6).

Os ministros da Corte Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso e Luiz Fux.

Góes já havia sido condenado a 6 anos e 9 meses de prisão em regime semiaberto pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2019, período no qual era governador do Amapá pelo PDT. A decisão do tribunal determinava ainda a devolução de R$ 6,3 milhões à União.

O ministro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi acusado de desviar dinheiro de empréstimos consignados de servidores públicos. Segundo a acusação, os valores eram descontados dos salários e utilizado para arcar com despesas do governo, o que atrasava o pagamento dos valores aos bancos credores.

Os supostos desvios teriam acontecido em 2009 e 2010, durante o primeiro mandato de Waldez. Em 2014 voltou a exercer a função e foi reconduzido em 2018. Já em 2023, tornou-se ministro de Lula.

“O acusado não teria repassado os valores retidos dos salários dos servidores ao legítimo destinatário (instituição financeira), mas utilizou os valores para atender outras prioridades públicas”, afirmou o ministro Alexandre de Moraes. O voto de Moraes foi seguido por Barroso e Fux.

“A utilização do recurso desviado ocorreu para finalidade estritamente pública, em proveito da própria Administração, é imperioso reconhecer a não ocorrência do crime de peculato-desvio”, disse.

Diário do Poder

 

Pelos recursos destinados pelo governo desconto para carro irá durar 1 mês no máximo, diz Anfavea

O governo previa uma baixa no preço dos automóveis por quatro meses

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) realizou simulações que indicam que o programa do governo federal para reduzir o preço dos carros de até R$ 120 mil só deve durar cerca de um mês. Isso é significativamente muito menor do que os quatro meses projetados pela gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A previsão do governo petista é que os descontos durem até 120 dias. No entanto, se o crédito de R$ 500 milhões destinado aos carros de passeio e cerca de R$ 1 bilhão para a compra de caminhões e ônibus acabar antes disso, o programa será encerrado mais cedo.

O presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, afirmou também que concessionárias vão tentar fazer vendas no menor tempo possível.

“Tem uma disputa natural para ver quem consegue vender mais neste momento. A questão comercial vai ter impacto significativo, a partir de hoje as concessionárias começam a brigar pelos seus clientes e para efetivar as vendas no menor tempo possível para que os R$ 500 milhões sejam distribuídos da forma melhor para as montadoras”, afirmou.

O governo reservou esse valor no Orçamento para reduzir o preço dos veículos entre 1,6% e 11,6% por meio de créditos tributários. Isso equivale a uma redução de preço entre R$ 2 mil e R$ 8 mil, dependendo do modelo e da versão do carro. Além disso, as montadoras têm a opção de conceder descontos.

Diário do Poder

 

Lula deve retaliar União Brasil demitindo um dos seus ministros

O governo chama de “traições” os votos do União Brasil que fizeram a turma de Lula passar sufoco, por isso a retaliação é dada como certa. Bancada conservadora, cuja maioria apoiou a reeleição de Bolsonaro, o União não se importa muito com a ameaça até porque não se sente representada pelos ministros do partido. Líderes que falaram com Lula ontem (5) dão como certa a saída de Juscelino Filho (Comunicações) ou de Daniela Carneiro (Turismo), que inclusive tem um pé fora do União.

Raio-X da traição

Na votação da MP dos ministérios, 15 votos do União foram contra o governo. No marco temporal, foram 48 votos contrários.

Troca-troca

Para rifar Daniela, que tem tudo para se filiar ao Republicanos, o União Brasil tenta uma troca. Perdendo um ministério, quer uma estatal.

Líder dele mesmo

Os deputados dizem não ter sido consultados e acusam o senador Davi Alcolumbre (AP), que nada lidera, de usar o nome do partido em vão.

Pouco muda

As mudanças não animam todos. O ex-ministro e deputado Mendonça Filho (PE), defende que o União Brasil continue independente.

Coluna do Claudio Humberto

 

No Maranhão para cada trabalhador com carteira assinada, dois recebem o Bolsa Família

Quando verdades são ditas e a esquerda não tem argumentos, mesmo porque diálogo e debates não fazem parte da agenda deles, começa o mimimi e a estratégia do vitimismo.

Romeu Zema, governador de Minas Gerais, disse, com toda razão (ver quadro abaixo) que os estados do sudeste e do sul têm mais trabalhadores do que pessoas vivendo do auxílio emergencial. A esquerdalha entrou em campo para dizer que Zema é preconceituoso, xenofóbico e criminoso com o nordestino e blá, blá, blá… Tomara que o povo do norte e nordeste não caiam nessa.

Não há preconceito nenhum, nem sequer mentira na declaração. Basta ver o mapa produzido pelo Caged e Ministério da Cidadania, órgãos do próprio governo, que a constatação está lá.

Aliás, todos os estados, tanto em 2022 (12 deles), quanto em 2023 (13 deles), são governados pela esquerda. E pasmem, o Maranhão do atual ministro da Justiça, Flávio Dino, que governou o estado por 8 anos (e ainda manda por lá) tem para cada trabalhador com carteira assinada, dois que recebem o auxílio.

Que vergonha, hein, Dino??? 

Alexandre Siqueira

Articulista Editor do site https://blogopiniaoliberal.com/home  

 

Mesa Diretora da Câmara acata decisão do TSE e declara perda do mandato de Deltan Dallagnol

O deputado federal cassado recorreu ao Supremo contra a cassação de mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral, mas a Câmara se antecipou ao julgamento

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados confirmou nesta terça-feira (6) a cassação do mandato de Deltan Dallagnol (Podemos-PR) por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O parecer foi publicado em uma edição extra do Diário Oficial da Câmara dos Deputados. O ex-procurador da Lava Jato foi cassado em maio. A corte eleitoral entendeu que Dallagnol deveria ser considerado inelegível porque, sabendo que era alvo de 15 procedimentos administrativos no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), adiantou sua exoneração do cargo de procurador para evitar que esses procedimentos se transformassem em PADs (processos administrativos disciplinares). 

Ao se defender da decisão do tribunal, Dallagnol afirmou que os ministros do TSE usaram uma “inelegibilidade imaginária” para justificar seu afastamento do cargo e acrescentou que a sentença fere a presunção de inocência.

“Não existia processo administrativo disciplinar. Há suposição em reclamações que poderiam se tornar processos administrativos”, frisou. Deltan chegou a pedir à Mesa que rejeitasse a decisão do TSE. No entanto, a corregedoria tem competência apenas de dar andamento aos trâmites burocráticos da cassação.

Segundo a Constituição, a perda de mandato parlamentar pode passar por dois ritos. No primeiro, aplicável aos casos de quebra de decoro, de condenação criminal transitada em julgado e de infrações às proibições constitucionais (art. 55, incisos I, II e VI), compete à Câmara apreciar o mérito e decidir, por maioria absoluta do plenário, a perda do mandato.

Já na hipótese de decretação de perda de mandato pela Justiça Eleitoral, não há decisão de mérito nem julgamento pelo plenário da Casa. A Câmara dos Deputados tem competência apenas para declarar a perda do mandato. Esse é o caso de Deltan Dallagnol.

Nessas hipóteses, a Câmara dos Deputados segue o Ato da Mesa nº 37, de 2009, que especifica o rito que garante conhecer o decreto da Justiça Eleitoral. Assim, a comunicação do TSE é enviada à corregedoria da Casa, que remeterá uma cópia dela ao deputado e abrirá o prazo para sua manifestação. Apresentada a defesa, o corregedor elaborará um parecer, que será encaminhado à Mesa Diretora para que declare a perda do mandato.

“Compete à Mesa da Câmara dos Deputados, nos termos do § 3º do art. 55, tão somente declarar tal perda, após análise apenas formal da decisão da Justiça Eleitoral. Nesse caso, não há que se falar em decisão da Câmara dos Deputados, mas apenas em declaração da perda do mandato pela Mesa”, esclareceu, em nota, a Câmara após a divulgação da decisão.

Fonte: R7