Com mercado em polvorosa, Henrique Meirelles se arrepende de apoio a Lula

Essa foi a conclusão do ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, durante encontro com clientes do banco BTG Pactual, em evento realizado nesta quinta-feira (10).

A notícia reproduzida pelo portal O Antagonista traz mais detalhes do que foi dito por Meirelles, como o motivo pelo qual Lula havia se recusado, até hoje, a falar de economia:

Hoje, começou a falar. Aí, ele começou a sinalizar uma direção à Dilma. Estou pessimista, não tenha dúvida, só posso dizer uma coisa a todos vocês: boa sorte”, disse Meirelles, segundo o Antas.

As críticas a Lula sinalizam, no abandono do barco do futuro governo, que já começa à deriva e com muitas tempestades à frente, o arrependimento de quem percebeu o desastre que está por vir.

No encontro que teve com parlamentares, Lula foi claro ao dizer que não pretende respeitar a continuidade do ajuste fiscal, segundo ele, porque o seu governo ‘tem que combater a fome’ e vai precisar de dinheiro para tanto.

Uma falácia que vai na contramão dos índices recentes divulgados, por exemplo, pelo Banco Mundial, que apontou o recuo da miséria no Brasil ao patamar mais baixo de sua história, desde a República.

Lula, que ainda não teve ‘a coragem’ de anunciar o nome de seu ministro da Fazenda, chega ao governo de transição praticamente exigindo que se fure o teto de gastos em R$ 200 bilhões, só para cumprir suas promessas de campanha.

Vale lembrar que o governo Bolsonaro, vejam só, só foi fazer o mesmo, utilizando R$ 240 bi além do orçamento, e com o apoio do congresso, para ter como enfrentar dois anos de pandemia, na mais séria crise social, de saúde e econômica dos últimos 100 anos.

E o fez com maestria, tendo ao seu lado um extraordinário time de ministros sob a batuta de Paulo Guedes, o superministro da Economia. Após esse período, o país se recuperou e superou o período pré-pandemia, gerou empregos, captou investimentos recordes, levou as estatais a lucros estratosféricos e conseguiu dar um auxílio emergencial a milhões de famílias.

Lula, entretanto, precisou de alguns poucos minutos e uma fala desastrosa para detonar a Bolsa, na queda de 3,61%, explodir o dólar, que fechou em quase R$ 5,40 e causar pessimismo nos investidores, que ampliaram os juros futuros para a casa dos 13,65%.

Não são só os investidores que precisarão de sorte, com se referiu Henrique Meirelles

Ela terá que estar ao lado também do pobre e iludido povo brasileiro que acreditou nas promessas do petista, que ainda não começou a sua administração, mas já deixando claro que gastos excessivos virão. Afinal de contas, os receios são da volta de novos problemas escabrosos.

Jornal da Cidade Online

 

 

Comandantes das Forças Armadas se unem e lançam nota sobre a soberania do Brasil

Ontem, quinta-feira (11), o povo recebeu com surpresa a informação de que Generais/Oficiais das Forças Armadas se reuniram. A expectativa para saber do que se tratava a reunião era enorme.

E eis que surge a primeira manifestação das Forças Armadas após o encontro. Uma nota assinada pelos comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica, endereçada à imprensa, onde – com palavras firmes – os militares reafirmam o compromisso com o povo e com a soberania do Brasil.

Leia a nota na íntegra:

Às Instituições e ao Povo Brasileiro

Acerca das manifestações populares que vêm ocorrendo em inúmeros locais do País, a Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira reafirmam seu compromisso irrestrito e inabalável com o Povo Brasileiro, com a democracia e com a harmonia política e social do Brasil, ratificado pelos valores e pelas tradições das Forças Armadas, sempre presentes e moderadoras nos mais importantes momentos de nossa história.

A Constituição Federal estabelece os deveres e os direitos a serem observados por todos os brasileiros e que devem ser assegurados pelas Instituições, especialmente no que tange à livre manifestação do pensamento; à liberdade de reunião, pacificamente; e à liberdade de locomoção no território nacional.

Nesse aspecto, ao regulamentar disposições do texto constitucional, por meio da Lei nº 14.197, de 1º de setembro de 2021, o Parlamento Brasileiro foi bastante claro ao estabelecer que: “Não constitui crime […] a manifestação crítica aos poderes constitucionais nem a atividade jornalística ou a reivindicação de direitos e garantias constitucionais, por meio de passeatas, de reuniões, de greves, de aglomerações ou de qualquer outra forma de manifestação política com propósitos sociais”.

Assim, são condenáveis tanto eventuais restrições a direitos, por parte de agentes públicos, quanto eventuais excessos cometidos em manifestações que possam restringir os direitos individuais e coletivos ou colocar em risco a segurança pública; bem como quaisquer ações, de indivíduos ou de entidades, públicas ou privadas, que alimentem a desarmonia na sociedade.

A solução a possíveis controvérsias no seio da sociedade deve valer-se dos instrumentos legais do estado democrático de direito. Como forma essencial para o restabelecimento e a manutenção da paz social, cabe às autoridades da República, instituídas pelo Povo, o exercício do poder que “Dele” emana, a imediata atenção a todas as demandas legais e legítimas da população, bem como a estrita observância das atribuições e dos limites de suas competências, nos termos da Constituição Federal e da legislação.

Da mesma forma, reiteramos a crença na importância da independência dos Poderes, em particular do Legislativo, Casa do Povo, destinatário natural dos anseios e pleitos da população, em nome da qual legisla e atua, sempre na busca de corrigir possíveis arbitrariedades ou descaminhos autocráticos que possam colocar em risco o bem maior de nossa sociedade, qual seja, a sua Liberdade.

A construção da verdadeira Democracia pressupõe o culto à tolerância, à ordem e à paz social. As Forças Armadas permanecem vigilantes, atentas e focadas em seu papel constitucional na garantia de nossa Soberania, da Ordem e do Progresso, sempre em defesa de nosso Povo.

Assim, temos primado pela Legalidade, Legitimidade e Estabilidade, transmitindo a nossos subordinados serenidade, confiança na cadeia de comando, coesão e patriotismo. O foco continuará a ser mantido no incansável cumprimento das nobres missões de Soldados Brasileiros, tendo como pilares de nossas convicções a Fé no Brasil e em seu pacífico e admirável Povo.

Brasília/DF, 11 de novembro de 2022.

Almirante de Esquadra ALMIR GARNIER SANTOS

Comandante da Marinha

General de Exército MARCO ANTÔNIO FREIRE GOMES

Comandante do Exército

Tenente-Brigadeiro do Ar CARLOS DE ALMEIDA BAPTISTA JUNIOR

Comandante da Aeronáutica

 Jornal da Cidade Online

 

Quando é que a Prefeitura de São Luís vai ter respeito aos direitos dos usuários dos transportes coletivos?

As reclamações são agora diárias e cada vez em forma de indignação pela intensidade dos desrespeitos aos direitos de ir e vir dos usuários de transportes coletivos. O problema é antigo, mas na atual administração municipal tomou uma proporção bem ampla pela postura de inércia do poder público. A indiferença é de uma dimensão ampla, não apenas na questão dos serviços, mas na grave problemática relacionada a falta de abrigos nas paradas e acessos a dezenas de comunidades.

Infelizmente, o que fica é que os usuários de coletivos estão sendo penalizados pela falta de um mínimo de respeito da Prefeitura de São Luís com a população, uma vez que o serviço de transporte coletivo é dela e como tal deve fazer, com que ele funcione com seriedade, qualidade dos serviços e ônibus em condições regulares para atender aos direitos dos passageiros.

Todos os dias, coletivos com panes mecânicas causam sérios problemas a trabalhadores e estudantes, com a total indiferença da fiscalização do Executivo Municipal. Um questionamento que vem sendo feitos por várias comunidades, reside nos subsídios que a Prefeitura de São Luís para as empresas de transporte coletivo, que ao invés de melhorar os serviços, os tornam cada vez precários e de uma deficiência intolerável. Apesar da gravidade do problema, não se vê qualquer tipo de manifestação das instituições públicas em dar um basta na esculhambação e faça valer o respeito que os cidadãos e cidadãs merecem por direito.

Cobrar um posicionamento da Câmara Municipal de São Luís e do Ministério Público não é querer muito, uma vez que as duas instituições estão indiferentes aos direitos e interesses coletivos. O momento exige da população uma organização comunitária com ações bem efetivas e que incomodem o Poder Público. Elas podem iniciar com cobranças públicas através de abaixo assinado ao Executivo Municipal, ao Legislativo Municipal e Ministério Público referendadas por assembleias com união de várias comunidades. Há necessidade de um despertar da população para a formação de uma consciência crítica. Todos precisam entender que político não faz favor ao povo, muito pelo contrário, eles têm o dever de prestar contas constantemente das suas ações, das aplicações dos recursos com transparência, e também, sobre as emendas parlamentares. A partir das ações organizadas, as comunidades poderão ter os seus direitos respeitados. Basta alguém ter a primeira iniciativa e os demais virão, sem medo e coragem para luta.

Fonte: AFD

 

Até quando a Câmara dos Deputados permanecerá de joelhos diante dos outros poderes?

O questionamento estampado no título desta matéria é do deputado federal Marcel van Hatten, um dos poucos parlamentares da atual legislatura com coragem e sem ‘rabo preso’ para enfrentar e questionar os poderosíssimos STF e TSE. O parlamentar fez um forte discurso da tribuna da Câmara (veja ao final) e publicou o texto abaixo em suas redes sociais.

Eis o texto:

“Há anos o Parlamento brasileiro vem sendo humilhado sucessivamente por decisões monocráticas e inconstitucionais de outros Poderes. São decisões que, inclusive, estão levando à censura de parlamentares e cidadãos brasileiros. Estamos de joelhos diante de outros Poderes. É vergonhoso!

A Câmara jamais poderia ter aceitado o fim da prisão após condenação em segunda instância. Deveríamos ter corrigido a equivocada decisão do STF por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição. A PEC, segue parada na respectiva comissão especial há quase dois anos, por falta de ação da própria maioria parlamentar.

A Câmara consentiu por maioria de votos com a prisão inconstitucional de um deputado que detém imunidade parlamentar. Deixou o Supremo interferir na discussão do Parlamento de maneira a influenciar no placar de votações importantes como a do método de votação nas eleições. A humilhação do Parlamento não tem ideologia, vai da esquerda à direita, e vale para as duas casas: a Câmara e o Senado, completamente inerte.

A população que hoje está em frente aos quartéis faria muito melhor se fosse à frente do Congresso cobrar uma postura mais firme e digna dos parlamentares. Mas até para o povo seus representantes legitimamente eleitos para o Parlamento estão desacreditados pois, infelizmente, a maioria dos legisladores parece querer cuidar somente das próprias vidas em vez de trabalharem pelo Brasil e pela nossa constituição.

Pergunto novamente: até quando a Câmara dos Deputados permanecerá de joelhos, humilhada?”

Jornal da Cidade Online

 

Lula fez ações da Petrobras perderem 20% do valor de mercado em 02 semanas

O passado de aparelhamento e assalto à Petrobras durante governos Lula e Dilma fez os investidores promoverem verdadeira enxurrada de venda de ações da empresa, que já perdeu 20% do valor de mercado desde a eleição de Lula, há menos de duas semanas. Os papeis da petroleira brasileira, que fecharam o pregão na véspera do 2º turno a R$32,57, despencam dia sim, outro também, e atingiram o fundo do poço nesta quinta (10) a R$25,93, o menor valor em quase quatro meses.

Triplicou

O presidente Jair Bolsonaro assumiu o governo com as ações cotadas a R$12,81 e chegou a R$37,72, após o bom desempenho no 1º turno.

Dólar idem

O dólar custava R$5,29 na véspera do 2º turno e chegou a cair com a lorota de responsabilidade petista. Quando a ficha caiu, subiu a R$5,39.

Pá de cal

Técnicos na transição, sempre com ressalva que não possuem vaga no ministério, cujos favoritos são políticos sem preparo, também influencia.

E é só a transição

A repetição da contabilidade criativa de tratar gasto como investimento e afirmar que nunca viu mercado “tão sensível” fizeram a bolsa cair 3,5%.

Coluna do Claudio Humberto

 

Câmara aprova projeto que torna hediondo crimes sexuais contra crianças e adolescentes

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (09), por 393 votos favoráveis e um contrário, o projeto de lei que torna hediondo os crimes sexuais contra crianças e adolescentes. A matéria será enviada ao Senado.

A proposta aumenta as penas de vários crimes sexuais previstos no Código Penal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O texto inclui na lei dos crimes hediondos crimes como corrupção de menores, satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente, divulgação de cena que faça apologia ou induza à prática de estupro ou estupro de vulnerável.

“É um projeto complexo no qual nós alteramos várias leis, visando à proteção das crianças. No Estatuto da Criança e do Adolescente, aumentamos várias penas com relação a crimes cibernéticos e físicos, acrescentando a palavra adolescente.

Infelizmente, na legislação anterior, somente as crianças eram atendidas pela lei existente. Muitas vezes, promotores, delegados tinham uma grande dificuldade de tipificar um crime cometido por um adolescente, faixa etária dos 12 aos 18 anos. Por isso, nós estamos também acrescentando no ECA a palavra adolescente, explicou o relator da matéria, deputado Charlles Evangelista (PP-MG).

O texto também modifica a Lei de Execuções Penais para proibir saídas temporárias desses criminosos.

“Com relação ao Código Penal, também estamos aumentando as penas para diversos tipos de crime, principalmente com relação a esses crimes cometidos diretamente contra crianças e adolescentes, e acrescentando o crime de abuso e exploração sexual no rol de outras situações, nos crimes envolvendo a produção, posse ou distribuição de cenas de sexo com crianças ou adolescentes”, afirmou o relator.

Nos casos de crimes por produção, posse ou distribuição de cenas de sexo com crianças ou adolescentes, o condenado terá possibilidade de saída temporária com a proibição de se aproximar de escolas de ensino infantil, fundamental ou médio e de frequentar parques e praças com parques infantis.

Também será obrigatório o uso de tornozeleira eletrônica tanto na saída temporária quanto na prisão domiciliar. Isso valerá ainda para o condenado por crime de aliciar ou constranger criança ou adolescente com o fim de praticar ato libidinoso com ela.

“Deve-se levar em consideração que as crianças devido ao seu incompleto desenvolvimento físico e mental são vulneráveis, não tendo, por isso, compreensão dos atos praticados contra eles, nem mesmo possuem a capacidade de evitar abusos praticados contra elas. 

Portanto, o Estado tem a obrigação de adotar Políticas Criminais mais rígidas na prevenção e repressão de crimes dessa natureza”, argumentaram os autores da proposta, deputados Paulo Freire Costa (PL-SP) e Clarissa Garotinho (União-RJ).

Jornal da Cidade Online

 

Dólar dispara 3% e Bolsa perde 110 mil pontos após fala de Lula sobre ampliação de gastos

Presidente eleito saiu em defesa de mais gastos e ampliou mau humor do mercado financeiro, que já abriu com retorno da inflação e temor fiscal

A defesa do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva da ampliação dos gastos púbicos para o pagamento de benefícios sociais ampliou o mau humor do mercado financeiro no final da manhã desta quinta-feira (10).

“Por que as pessoas são levadas a sofrerem por conta de garantir a tal da estabilidade fiscal nesse país? Por que toda hora as pessoas falam que é preciso cortar gasto, é preciso fazer superávit, é preciso fazer teto de gasto?”, questionou Lula.

A declaração durante discurso na sede do governo de transição, em Brasília, fez o dólar disparar 3% e levou o Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro, abaixo dos 110 mil pontos pela primeira vez desde o fim de setembro.

Às 12h10, a moeda norte-americana disparava 2,81%, vendida a R$ 5,328. Já a Bolsa opera em queda de 2,89%, aos 110.300 mil pontos. Na mínima do dia, às 11h45, o índice acionário marcou 109.765 mil pontos. O dólar, por sua vez, chegou a R$ 5,358 também logo após a fala de Lula.

Apesar das críticas aos mecanismos de controle de gastos, Lula afirmou que pretende ter uma “política fiscal séria”. O discurso acontece em meio às discussões da PEC da Transição para garantir financiamento fora do teto de gastos para promessas de campanha, como a manutenção do programa social em R$ 600 e o aumento real do salário mínimo.

“Os sinais são péssimos”, afirma Dan Kawa, CIO da TAG Investimentos. Ele avalia que os indícios mostram que a construção da PEC de Transição está voltada para novos gastos públicos. “Por ora, não parece haver um caminho de onde virão esses recursos e qual será o caminho de ajuste de longo-prazo”, lamenta.

Os investidores também digerem a primeira alta da inflação oficial nos últimos quatro meses. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) subiu 0,59% em outubro, alta acima das expectativas de mercado.

Para Bruno Komura, da Ouro Preto Investimentos, o mercado já estava estressado com o IPCA acima das expectativas e as sinalizações no campo fiscal na véspera, e as declarações de Lula minaram ainda mais o humor dos agentes financeiros. “O mercado está estressado e deve continuar por mais que tenha fluxo estrangeiro”, avalia ele.

“Esses dados de inflação um pouco mais pressionados, em conjunto com o novo governo lançando uma PEC de transição que busca furar o teto de gastos, corrobora um cenário de descontrole fiscal e de uma inflação que pode voltar a ficar mais pressionada”, afirma Felipe Izac, sócio da Nexgen Capital.

Rafaela Vitoria, economista-chefe do Banco Inter, tem visão parecida. Para ela, a alta de outubro serve de alerta de que a inflação ainda não está totalmente controlada. “Para a política monetária ter efeito mais eficiente, é importante ser seguida de um fiscal também mais contido”, escreveu ela em uma rede social.

Fonte: R7

 

Confira a poesia “Se eu morrer antes de você”, muito declamada por Rolando Boldrin

Morreu na última quarta-feira, 09, o ator, cantor, compositor e apresentador Rolando Boldrin, aos 86 anos, em São Paulo. A causa da morte não foi informada. Ele estava internado no Hospital Albert Einstein há cerca de dois meses e deixa a esposa Patrícia, a filha Vera, netos e um bisneto. Confira abaixo a declamação da poesia “Se eu morrer antes de você”, um dos sucessos de Boldrin nas redes sociais:

Se eu morrer antes de você, faça-me um favor:
Chore o quanto quiser, mas não brigue com
Deus por Ele haver me levado.

Se não quiser chorar, não chore.
Se não conseguir chorar, não se preocupe.
Se tiver vontade de rir, ria.

Se alguns amigos contarem algum fato a
meu respeito, ouça e acrescente sua versão.
Se me elogiarem demais, corrija o exagero.

Se me criticarem demais, defenda-me.
Se me quiserem fazer um santo, só porque morri,
mostre que eu tinha um pouco de santo, mas
estava longe de ser o santo que me pintam.

Se me quiserem fazer um demônio, mostre que
eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas
que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo.

Espero estar com Ele o suficiente para continuar
sendo útil a você, lá onde estiver.

E se tiver vontade de escrever alguma coisa
sobre mim, diga apenas uma frase:
“Foi meu amigo, acreditou em mim e me quis
mais perto de Deus!”

Aí, então derrame uma lágrima.
Eu não estarei presente para enxugá-la, mas
não faz mal. Outros amigos farão isso no meu lugar.

E, vendo-me bem substituído, irei cuidar de
minha nova tarefa no céu.
Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha
na direção de Deus.

Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz
vendo você olhar para Ele.
E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí,
sem nenhum véu a separar a gente, vamos viver,
em Deus, a amizade que aqui nos preparou
para Ele.

Você acredita nessas coisas?

Então ore para que nós vivamos como quem
sabe que vai morrer um dia, e que morramos
como quem soube viver direito.

Amizade só faz sentido se traz o céu para
mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo
o seu começo. Mas, se eu morrer antes de
você, acho que não vou estranhar o céu..
Ser seu amigo… já é um pedaço dele…

Fonte: Site Spaço

 

PT vai culpar Bolsonaro por promessas que não conseguirá cumprir

Lula terá que adiar ou cancelar compromissos no começo do mandato; mudanças no Imposto de Renda devem ficar para depois

Para justificar promessas que o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, não conseguirá cumprir no início do mandato, o PT pretende usar a alegação de que o presidente Jair Bolsonaro (PL) deixará um rombo no Orçamento. Alguns compromissos feitos na campanha terão de ser adiados, e o partido vai tentar apontar Bolsonaro como culpado pelo atraso. O partido decidiu apresentar as propostas aos eleitores apesar da falta de previsão para arcar com essas despesas.

De início, parlamentares petistas articulam a liberação de verbas para bancar para famílias carentes o auxílio de R$ 600 e de R$ 150 extras por filho até 6 anos. Mas o crédito será insuficiente para atender a todos os compromissos de campanha do novo governo.

“Bolsonaro vai deixar para o Brasil uma herança maldita: um rombo gigantesco nas contas públicas e o país em estado de calamidade pública”, declarou o senador Humberto Costa (PT-PE),como tentativa de justificação para a opinião pública. O líder do PT no Senado, senador Paulo Rocha (PA), também adotou o mesmo discurso. “O rombo deixado pelo atual governo ‘engessa’ a proposta para o ano que vem. Estamos dialogando com todas as forças políticas em busca de soluções”, disse.

Nos bastidores, a ideia é convencer o eleitor de Lula que a “herança maldita” é o motivo para o adiamento de questões como a isenção do Imposto de Renda para pessoas que recebam até R$ 5 mil. Nesse caso, não se trata de negociar recursos, mas de deixar de arrecadá-los. A isenção, prometida por Lula durante a campanha eleitoral, pode tirar até R$ 40 bilhões por ano dos cofres do governo.

O deputado federal Enio Verri (PT-PR) admitiu que “não há tempo para incluir o Imposto de Renda” , destacando a proximidade com o fim do ano legislativo. “Estamos discutindo o que é extremamente urgente”, disse Verri. “Não há brechas nas previsões, e sim déficit”, completou. O próprio relator do Orçamento, senador Marcelo Castro (MDB-PI), declarou que as contas, sem as promessas de Lula, estão com um déficit na casa dos R$ 65 bilhões. Por isso, o “espírito da PEC” será o de garantir somente os programas sociais “indispensáveis e inadiáveis”. “Essa PEC vai ser aprovada por unanimidade da Câmara e do Senado”, disse.

Porém, para justificar o atraso nos compromissos, aliados de Lula afirmam que o déficit será mais de cinco vezes maior do que o previsto por Castro. Em entrevista, o deputado federal Rui Falcão (PT-SP) estimou que rombo seria de R$ 350 bilhões. Por isso, segundo o parlamentar, o governo de transição precisa se atentar às despesas emergenciais. Além do Bolsa Família, recursos para o SUS, Farmácia Popular e aumento do salário mínimo acima da inflação devem entrar na conta.

Apesar de manter entre as prioridades o aumento do salário, a promessa de acréscimo de 2% feita por Lula durante a campanha não deve se concretizar. Senador eleito pelo PT e articulador da questão orçamentária no Congresso, Wellington Dias (PI) já afirmou que o ganho real salarial deve ficar entre 1,3% e 1,4%.

Na equipe de transição de Lula, o senador Omar Aziz (PSD-AM) estimou que a PEC deve liberar cerca de R$ 175 bilhões para atender questões prioritárias e afirmou que o aumento do salário mínimo está incluso. “O compromisso não é com o Lula, mas com a sociedade brasileira. Até que a gente possa voltar ao crescimento”, disse. A ideia, no entanto, é que, na PEC, a equipe de Lula indique quais políticas precisariam extrapolar o teto, mas sem a imposição de valores. Quem vai determinar quanto será destinado a cada tema será o Congresso Nacional, na votação do Orçamento de 2023.

Apesar das contas apertadas, aliados do presidente eleito sugerem prever recursos para programas habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida, e para a educação, como a merenda escolar e aquisição de ônibus escolares. Segundo o relator do Orçamento Geral da União de 2023, senador Marcelo Castro (MDB-PI), caberá à equipe de transição listar item a item do que será incluído na PEC. O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), já estimou que seriam necessários R$ 200 bilhões para atender a todas as “demandas”. Apesar disso, a PEC teria um valor definido para evitar resistências do Congresso Nacional a um eventual “cheque em branco” e para atrair a confiança dos investidores.

Fonte: R7

 

PT começa a mostrar suas reais intenções para com os evangélicos

Em uma live, o político petista José Genoíno, conhecido por sua ficha criminal com condenações e prisões por corrupção, chama os evangélicos de “maniqueístas”, “figuras toscas fundamentalistas” e fala sobre regular e taxar

Em uma live do Sabadão do DCM, promovida pelo site Diário do Centro do Mundo, Maria Fernanda Passos moderou a conversa entre o jornalista Kiko Nogueira, a advogada Sara Vivacqua, o ex-deputado federal José Genoíno (PT). Uma das pautas foi o “problema” dos evangélicos e como o PT pretende “resolver a questão”. Nogueira questionou Genoíno sobre como deve ser a abordagem da esquerda com os milhões de evangélicos a quem ele classifica politicamente como “extrema direita”.

Já a advogada aventou a possibilidade de as igrejas, a quem chama de “máquinas de lavagem cerebral”, serem controladas e taxadas: “Essa questão da igreja não teria que ser regulada? Eles não teriam que estar pagando impostos, eles não teriam que ter algum um tipo de restrição?”, perguntou Vivacqua.

Genoino demonstrou ter diversas estratégias na ponta da língua. Ele concorda que evangélicos são um problema a ser solucionado, ofende os fiéis e afirma que a esquerda deve agir “com habilidade” para não parecer que se trata de perseguição religiosa. “Nós temos que tratar institucionalmente esse problema, com habilidade para que eles não sintam que estamos os perseguindo. “Entre suas falas, o petista aproveita para chamar os evangélicos de “maniqueístas” e “figuras toscas fundamentalistas”.

O ex-deputado disse que a esquerda terá que “reconstruir coisas a partir do zero”, redefinir o conceito de pátria, desbancar e até mesmo “dessacralizar” – ou seja, fazer perder o caráter sagrado – em relação ao que a fé cristã defende. Genoíno confessa que será a primeira vez que a esquerda terá de “enfrentar uma direita que tem base social de massa”. Significa dizer que nunca houve real oposição à esquerda no Brasil, mas sim, nada além de um teatro das tesouras, onde todos sempre defenderam os mesmos interesses, apenas fingindo serem inimigos.

Genoíno afirmou que a esquerda não deve repetir o “erro do passado”, se referindo ao relacionamento que tiveram com “as cúpulas das igrejas” quando estiveram no governo. Ele declarou que agora devem ir “debaixo para cima”, buscando relacionamento com a base: “devemos nos relacionar com as pessoas que procuram as igrejas, com os pastores da base, com as pessoas que estão no bairro e nas comunidades”. E, segundo o petista, tudo isso é para “fazer a disputa”.

Seguindo a estratégia, Genoíno diz que a esquerda deve criar “células” para se infiltrar nas bases das igrejas, afirmação que foi comemorada pela advogada Sara Vivacqua, que exclamou com um sorriso no rosto: “que lindo!” Por fim, Genoíno concluiu: “Nós temos que enfrentar esse novo desafio da religião da prosperidade, porque essa religião é da prosperidade, uma espécie de tríplice aliança: do terço, da arma e do capital”.

Portanto, você, cristão, que criticou as igrejas por falarem de política – achando que são assuntos que não devem ser “misturados” – e que votou na esquerda em nome da “democracia” e do “amor”, não reclame quando sua igreja foi regulada, controlada, dessacralizada e desconstruída. E, claro, não se ofenda quando a turma da tolerância se manifestar com os adjetivos pejorativos que eles tanto gostam de usar para se referir à sua fé. Faz o L que passa.

Patrícia Lages do R7