Reflexões sobre o Quinto Constitucional

Carlos Nina*

O Quinto Constitucional está previsto no artigo 94 da Constituição Federal: “Um quinto dos lugares dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais dos Estados, e do Distrito Federal e Territórios será composto de membros, do Ministério Público, com mais de dez anos de carreira, e de advogados de notório saber jurídico e de reputação ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional, indicados em lista sêxtupla pelos órgãos de representação das respectivas classes.”

O tema sempre foi polêmico. Os contrários a essa indicação argumentam, dentre outras alegações, que há um privilégio de ascensão às Cortes em detrimento de magistrados que se submeteram a um concurso público e labutam na judicatura, anos e anos, e, quando já se encontram preparados para o exercício da magistratura em instância superior, são preteridos por pessoas sem a experiência dos juízes de carreira, alguns casos até de reprovados exatamente em concursos para a magistratura.

Os que defendem o Quinto Constitucional, não tendo como rebater o fato da experiência acumulada, recorrem a um argumento que, no meu entendimento, não tem solidez e, ressalvado o respeito pelas opiniões divergentes, soa, no mínimo, como equívoco: oxigenação.

No momento em que os que defendem o Quinto Constitucional usam esse argumento, estão dizendo que falta oxigênio nas Cortes e aquela via é a da oxigenação dos Tribunais.

            O equívoco é fácil de constatar porque a afirmação não resiste ao raciocínio lógico, que é ferramenta indispensável para a aplicação da norma. Ou seja: não há lógica em afirmar que todos os indicados pelo Quinto Constitucional representem “oxigenação”, assim como não se pode afirmar, racionalmente, que os juízes de primeiro grau não oxigenem, também, as Cortes.

            Pode-se dar exatamente o contrário. Um indicado do Quinto Constitucional leve para a Corte vícios de caráter e um de carreira seja um exemplo de moralidade a resistir em ambientes infectados pela corrupção. Ou seja, em vez de oxigenar, um do Quinto pode envenenar. E um de carreira pode ser a esperança para os jurisdicionados desencantados com a injustiça cotidiana que mina a credibilidade do Poder Judiciário.

            A questão, portanto, não está em supostas missões que tenham os magistrados de carreira ou os oriundos do Quinto Constitucional. O fundamental está no caráter de qualquer um e de todos os que, de uma forma ou de outra, tenham acesso às cadeiras dos tribunais. O que os jurisdicionados querem é ter suas demandas julgadas com justiça, com decência, com ética, com moralidade, por magistrados que não se deixem levar por razões alheias ao compromisso que assumiram quando tomaram posse em seus cargos.

Nesse particular, é relevante esclarecer quanto ao Quinto Constitucional, que tanto os indicados pelo Ministério Público, quanto os indicados pela Ordem dos Advogados do Brasil, ao ingressarem nas Cortes de Justiça, não representam as suas categorias, apesar de terem sido indicados por elas. Ao contrário. Ao tomarem posse num tribunal, devem assumir a condição de magistrados, como disse o presidente da Associação dos Magistrados do Maranhão, Dr. Holídice Barros, na Sessão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Maranhão, dia 1º de março de 2023.

Não serão, portanto, os indicados pelo Ministério Público ou pela OAB, representantes de suas categorias, nem devem atender a interesses pessoais, de grupos, ideologias ou de terceiros, por vinculação ou dependência partidária ou econômica.

No que diz respeito ao processo de eleição, é totalmente impertinente atacar o Poder Judiciário ou os chefes dos respectivos Poderes Executivos quanto à escolha final, pois não são os tribunais a serem preenchidos, nem os governadores ou o Presidente da República que fazem as listas, mas as respetivas categorias. Se as listas são integradas por nomes que atendem às exigências constitucionais ou por pessoas que não preenchem efetivamente aqueles requisitos, a responsabilidade é de quem indicou e não de quem vai ter que decidir na excelência ou no desastre que lhe enviarem.

No caso da Ordem dos Advogados do Brasil, há seccionais que decidiram incluir no processo de escolha a votação direta dos advogados, em nome da democratização do sistema. Esse procedimento compele os interessados na disputa a uma verdadeira campanha em busca de votos. De todo modo, a indicação deve ser formalizada pelos Conselhos Seccionais aos respectivos tribunais. No caso do Conselho Federal, para os tribunais de sua alçada, a lista é votada apenas pelos Conselheiros Federais, ou seus suplentes, quando em substituição regular de titulares.

Nas Seccionais, participando ou não os advogados, a votação nos Conselhos deve, igualmente, ser feita pelos Conselheiros titulares, ou suplentes que estejam, regularmente, substituindo titulares. Na medida em que uma Seccional não respeita essa norma e admite a participação irregular de suplente, em suas sessões, quer para a escolha da lista sêxtupla, quer para qualquer outra decisão, está viciando a validade desses atos. Trata-se de uma questão legal, que, se não observada, ensejará nulidade, prejuízo às partes e à própria prestação jurisdicional, já prejudicada, no caso do Maranhão, pela injustificada inércia da OAB local, considerando-se que a vaga destinada aos advogados junto ao TJMA foi criada há mais de ano.

Se um Conselho – Federal ou Seccional -, aprova uma Resolução ou um Edital, como no caso para a escolha de listas sêxtuplas, com a participação e o voto de suplentes, sem que tenham assumido a vaga de um titular, por licença ou qualquer outra forma regular e legítima de posse nessa condição, está praticando um ato nulo, viciado. Pior ainda: dando um péssimo exemplo na escolha de um magistrado para compor uma Corte de Justiça, onde os advogados podem, inclusive, questionar a participação irregular de membros em qualquer Colegiado das Cortes.

A situação se agrava quando, num processo da natureza da escolha de uma lista sêxtupla para o Quinto Constitucional, a OAB não fornece aos advogados que as pedem, informações sobre pontos obscuros das normas que editam, nem mesmo o acesso às atas das respetivas reuniões, para que os interessados possam certificar-se de que efetivamente as sessões transcorreram dentro da legalidade.

Resistir a assegurar a transparência de um processo de tamanha importância só é coerente com a insegurança jurídica que está se alastrando no País. Afinar-se com essa tendência é mostrar aprendizado da lição em voga, de autoritarismo, desrespeito ao ordenamento jurídico, à decência e à ética.

Nesse mister é relevante a importância do Ministério Público Federal na preservação da legalidade nos processos de escolha de listas sêxtuplas através da OAB, em face de sua sujeição à jurisdição federal. E do próprio Conselho Federal da OAB, que, no cumprimento de sua finalidade, como prevista no art. 44 do seu Estatuto (Lei número8.906/94).

 Por todas essas considerações, entende-se como necessária e realista a manifestação do desembargador Gervásio Protásio dos Santos Júnior, naquela mesma sessão do dia 1º de março de 2023. Disse da sua preocupação com o atendimento aos requisitos constitucionais nas indicações do Quinto Constitucional – notório saber jurídico, reputação ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional -, bem como da necessidade de normas com parâmetros claros.

 

O desembargador Gervásio Protásio Júnior enfatizou que, quanto às indicações da OAB para o Tribunal de Justiça do Maranhão, têm sido exemplares, citando Jorge Rachid, Paulo Velten e Ricardo Duailibe, em pleno exercício do cargo, assim como o foram Esmaragdo Silva e Milson Coutinho. E lembrou que o Tribunal pode – e deve – devolver a lista que contiver candidato que não atenda às exigências constitucionais, a exemplo do que já ocorreu no Superior Tribunal de Justiça e no Tribunal de Justiça de São Paulo, em decisões mantidas pelo Supremo Tribunal Federal.

O que a sociedade e os advogados esperam dos tribunais, quer por ascensão de magistrados de carreira, quer por indicação do Ministério Público ou da OAB, é a correta prestação jurisdicional. Para tanto, os advogados esperam ser respeitados na sua independência, no seu direito à transparência, para que possam escolher livremente candidatos que, de fato, representem a grandeza da advocacia, reconhecida constitucionalmente no art. 133 da Carta Magna, como essencial à administração da Justiça. E que, assim, sejam nomeados aqueles que ingressarão no Poder Judiciário para contribuir e somar para assegurar efetividade à prestação jurisdicional.

  *Advogado e jornalista. Juiz estadual aposentado. ex-Promotor de Justiça.

 

 

Presidente do Senado confirma que pautará a CPMI de 8 de janeiro

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), aliado do Lula (PT), confirmou, nesta terça-feira (28), que fará a leitura do pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito Mista (CPMI) de 8 de janeiro. Se todos os requisitos estiverem preenchidos  deve ser lido o requerimento e instalada a Comissão. Essa é a obrigação que se impõe à Presidência (do Senado) – explicou em entrevista à CNN.

O deputado federal André Fernandes (PL-CE) conseguiu 189 assinaturas de deputados para a instalação do colegiado e mais 33 de senadores. O PT, de Lula, e outros partidos de esquerda são contra a Comissão.

– Estamos confiantes na instauração da CPMI. Além do Regimento Comum do Congresso Nacional ser claro ao falar que CPMIs são instauradas de forma automática se requeridas por 1/3 das casas, o próprio STF já deu entendimento de que basta as assinaturas de uma CPI para que ela se instale – comemorou Fernandes.

Em virtude da invasão e depredação de prédios públicos nos atos de 8 de janeiro, o Governo de Lula demitiu vários militares, outros ainda serão julgados e mais de 1.200 manifestantes foram presos, todos contrários à volta do PT ao poder. As detenções, por sinal, não seguiram o rito normal e estão cheias de irregularidades. O Partido dos Trabalhadores tem rejeitado a instalação da CPMI, mas não tem como reverter, principalmente pelos desgastes cada vez mais acentuados.

Jornal da Cidade Online

 

Onda de demissão em massa atinge IFood no Brasil

O iFood, o maior aplicativo de delivery do Brasil, sem qualquer alarde, está realizando demissões em massa nesse início do mês de março. Num primeiro momento, pelo menos 300 funcionários serão impactados, porém já circulam informações de novas demissões nos próximos dias.

Um comunicado da empresa confirmou as demissões:

“O iFood tomou hoje a difícil decisão de descontinuar algumas posições internas, impactando em postos de trabalho de colaboradores, que ajudaram a escrever a nossa história”.

Não obstante a alegação da empresa atribuindo essas demissões ao atual cenário econômico mundial, parece óbvio que tudo isso tem ligação direta no Brasil com a política econômica do Partido dos Trabalhadores (PT) no poder.

Estávamos vindo de num processo acelerado e elogiável de recuperação de empregos, mas diante da atual instabilidade econômica, que gera desconfianças e incertezas no mercado, muito conta a nossa vontade, não encontramos outra saída, antes que os problemas se tornem mais difíceis. Lamentável sob todos os aspectos, que assim como a iFood, outras empresas estão tomando o mesmo caminho, principalmente que a insegurança jurídica é um fato determinante os negócios, destaca a direção da empresa ifood.

Jornal da Cidade Online

 

O “plano” do STF para frear Bolsonaro, assim que retornar ao Brasil, revela a Veja

Matéria publicada nesta terça-feira (28) na revista Veja, revela que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estariam arquitetando um plano para frear o ex-presidente Jair Bolsonaro, assim que ele retornar ao Brasil. De acordo com o texto, assinado pela jornalista Clarissa Oliveira, ministros estariam enxergando um movimento do ex-presidente para puxar novas brigas com o tribunal e alegar perseguição. Nos corredores do STF estaria circulando a tese de que o Bolsonaro vai fazer de tudo para retomar o clima de confronto com a Corte, puxando novas brigas com magistrados e tentando explorar politicamente o debate sobre uma possível prisão.

Eis a íntegra do texto publicado:

“Com a aproximação da data anunciada para a suposta volta de Jair Bolsonaro ao Brasil, passou a circular nos corredores do Supremo Tribunal Federal (STF) a tese de que o ex-presidente vai fazer de tudo para retomar o clima de confronto com a Corte. Ministros ouvidos pela coluna avaliam que Bolsonaro, se de fato voltar, vai puxar novas brigas com magistrados – em especial Alexandre de Moraes – e tentará explorar politicamente o debate sobre uma possível prisão.

A tese é que Bolsonaro vai vender a ideia de que está sendo perseguido nos inquéritos que apuram os atos golpistas de 8 de janeiro. Por isso, há na Corte o entendimento de que o melhor é não alimentar essa discussão, que só interessaria ao próprio Bolsonaro neste momento. Sem contar que muitos ministros concordam que há pouco elementos jurídicos para justificar neste momento a ideia de prender o ex-presidente. O melhor, diz um ministro, é olhar para a Justiça Eleitoral, onde há elementos mais consistentes para sustentar a inelegibilidade.

Bolsonaro, de fato, já vem alimentando a tese de que está sendo perseguido, enquanto segue em seu refúgio nos Estados Unidos. Alguns aliados até ironizam a possibilidade de os inquéritos alcançarem o ex-presidente, sob o argumento de que ele seria transformado numa espécie de mártir. E, assim, ganharia a oportunidade de mobilizar como nunca sua base de apoio mais radical.

Não há nada certo por enquanto, mas aliados dizem que tudo aponta mesmo para um retorno de Bolsonaro ao Brasil agora no início de março. Antes disso, ele deve participar da Conferência da Ação Política Conservadora (CPAC na sigla em inglês), evento conservador no qual deve estar presente também o ex-presidente americano Donald Trump.”

Fonte: Revista VEJA

 

Flavio Dino faz ameaça e diz o absurdo do PT pedir a extradição de Bolsonaro dos EUA

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse que o Governo do PT não descarta a possibilidade de pedir ao governo americano a “extradição” do ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PL). Certamente, um dos maiores absurdos que ele já disse, diante das suas sucessivas inconsequências.

Esta semana, questionado se o Partido dos Trabalhadores iria interferir na volta de Bolsonaro ao Brasil, Dino respondeu que o terceiro mandato do Lula, aguarda “o prazo do bom senso” e disse que o ex-presidente é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nas depredações ocorridas em prédios públicos no dia 8 de janeiro deste ano.

Bolsonaro não estava no país na época dos atos, ainda assim terá que depor sobre as manifestações. A verdade é que a esquerda tenta a qualquer custo pedir a prisão e a inelegibilidade de Bolsonaro pelos próximos oito anos.

Na verdade, é que a esquerda e mais precisamente os que se julgam sucessores de Lula, querem a todo custo e com mais rapidez possível criar meios de todas as ordens dentro dos contextos da justiça, principalmente. a eleitoral para tornar Bolsonaro inelegível. Eles sabem o risco que será ter Bolsonaro concorrendo em 2026. O desespero do ministro Flavio Dino é visto como, esteja na linha preferencial do Lula para ser o seu sucessor.

Jornal da Cidade Online

 

 

Sindicato da Indústria do Audiovisual do Maranhão – SIAMA, a nova categoria de classe do Estado

Trinta e três empresas do setor audiovisual, que reúne produtoras de cinema e vídeo, estúdios de gravação, produtoras de televisão, produtoras de animação e games, empresas de dublagem, de finalização e de aluguel de equipamentos, entre outras, visando o fortalecimento de seu setor em nosso estado, reuniram-se na segunda-feira, 27 de fevereiro, para fundar um sindicato que lhes dê representatividade junto aos poderes públicos, às empresas e ao mercado de modo geral.

“Há muito tempo nosso setor tentava criar uma entidade que nos representasse, mas só agora foi possível que isso acontecesse”, comenta o cineasta Joaquim Haickel, primeiro presidente do sindicato, escolhido por aclamação durante a reunião que fundou a entidade.

Para vice-presidente foi escolhida Mavi Simão, produtora e diretora de cinema, que entre outras coisas dirige o mais antigo festival de cinema promovido por uma empresa privada no Maranhão, o nacionalmente conhecido Festival Maranhão na Tela.

Sheury Manu, Luciana Simão, Rafaela Gonçalves, Breno Ferreira, Hellen Maria, Joan Santos, Nádia Nicácio, Christian Delon e Vicente Simão, também fazem parte da diretoria do SIAMA.

Segundo Haickel, a meta prioritária da entidade é fortalecer o Polo de Cinema do Maranhão, trazendo para cá recursos do setor audiovisual que normalmente são direcionados para outros estados.

As pessoas desconhecem o poder e o tamanho da indústria do audiovisual, mas ela movimenta mais recursos que indústrias tidas como maiores e mais sólidas, a exemplo da indústria têxtil e da indústria farmacêutica. Em 2018, antes da pandemia de Covid-19, a ANCINE, Agência Nacional de Cinema, constatou que o audiovisual brasileiro gerou algo em torno de 27 bilhões de reais na economia nacional, e estima que a demanda reprimida do setor, pela pandemia, fará com que esse número supere a casa dos 40 bilhões em 2023, complementa o presidente do SIAMA.

O que o Sindicato da Indústria do Audiovisual do Maranhão pretende é fazer com que uma parte deste montante seja investido no Maranhão fazendo com que esse investimento faça girar as engrenagens que possam tornar o setor, se não completamente autossuficiente, pelo menos mais ativo e dinâmico, em nosso estado.

Fonte: SIAMA

 

CPMI de 8 de janeiro ganha força no Congresso

Se tem algo que a esquerda odeia é ser confrontada com a realidade. A esquerda, desde Karl Marx, implementou narrativas na sua cartilha para defender a sua ideologia. Narrativas são versões de fatos repetidas exaustivamente para virarem “verdade”.

Agora, o PT e sua turminha do amor terão que passar por uma CPMI para que todos os fatos relacionados ao dia 8 de janeiro sejam esclarecidos.

Há muitas dúvidas ainda, mas o certo é que muitas narrativas do PT irão cair e outras muito sérias virão a tona, inclusive a de que todo o problema poderia ter sido evitado. A verdade é que a CPMI causará incômodos ao governo, daí a preocupação do Palácio do Planalto.

Emílio Kerber Filho

Escritor. Jornalista. Autor dos livros “O Mito – Os bastidores do Alvorada”, “O Mito II – O inimigo agora é outro” e “O Mito III – Temos um presidente motoqueiro”

 

Banco Central retoma serviço de dinheiro esquecido em contas com R$ 6 bi; consulta está aberta

O serviço de resgate de valores deixados em bancos volta a funcionar no dia 7; valores de pessoas falecidas serão liberados

O SVR (Sistema de Valores a Receber), do Banco Central, será reaberto em 7 de março, às 10h, para resgatar dinheiro esquecido nos bancos e instituições financeiras. A consulta para saber se há valores a receber poderá ser feita já a partir desta terça-feira (28), às 10h.

Atualmente, no SVR estão disponíveis cerca de R$ 6 bilhões de valores a receber a 38 milhões de CPFs e 2 milhões de CNPJs.

Entre as novidades, neste ano o serviço vai oferecer impressão de telas, sala de espera virtual e consulta de valores de pessoa falecida

Quais são os valores esquecidos

  • Contas-correntes ou poupanças encerradas com saldo disponível
  • Cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito
  • Recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados
  • Tarifas cobradas indevidamente
  • Parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas

Nesta nova fase, também foram incluídas as seguintes consultas

  • Contas de pagamento pré ou pós-pagas encerradas com saldo disponível
  • Contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas com saldo disponível
  • Outros recursos disponíveis nas instituições para devolução

Não caia em golpes

O único site em que será possível fazer a consulta e saber como solicitar a devolução dos valores para pessoas jurídicas ou físicas, incluindo falecidas, é o https://valoresareceber.bcb.gov.br.

O BC implementou as seguintes melhorias para os usuários

  • Inclusão de todos os tipos de valores previstos na norma do SVR, para ampliar a possibilidade e o montante a receber
  • Compartilhamento e impressão das telas e dos protocolos de solicitação do SVR, inclusive pelo WhatsApp, o que facilita o acesso e a guarda das informações do sistema
  • Sala de espera virtual, para manter o SVR aberto por prazo indeterminado, com acesso sem agendamento
  • Consulta a valores de pessoa falecida, com acesso para herdeiro(a), testamentário(a), inventariante ou representante legal, com informação dos dados de contato da instituição responsável pelo valor e a faixa de valor
  • Mais transparência para quem tem conta conjunta. Se um dos titulares requerer o valor via SVR, o outro, ao entrar no sistema, conseguirá ver as informações da solicitação: valor, data e CPF de quem solicitou

Vale destacar que todas as modificações foram realizadas para prezar a segurança, a facilidade de uso e o conforto das pessoas, principalmente dos usuários de celular.

É importante ficar atento aos golpes

  • Todos os serviços do Valores a Receber são totalmente gratuitos
  • O Banco Central não envia links nem entra em contato para tratar sobre valores a receber ou confirmar dados pessoais
  • Somente a instituição que aparece no Sistema de Valores a Receber é que pode contatar o cidadão
  • Nunca forneça senhas; ninguém está autorizado a pedir sua senha

Fonte – R7

Ministro Juscelino Resende deve ser investigado por uso de avião da FAB para ir a leilão de cavalos

O deputado federal mais votado do Brasil, Nikolas Ferreira (PL-MG), ingressou com uma representação contra o ministro das Comunicações do Lula (PT), Juscelino Filho (União Brasil -MA), que é acusado de utilizar recursos públicos para participar de leilão de cavalos, em São Paulo.

– Protocolei uma representação para apurar possíveis atos de improbidade administrativa do atual Ministro das comunicações que, pela segunda vez, teria usado dinheiro público para custeio de diárias de hotel e uso do avião da FAB para ir a um…leilão de cavalos – explicou o parlamentar.

Jornal da Cidade Online

Fraude bilionária impune das Lojas Americanas arruína 5.879 pequenos credores

A fraude bilionária e ainda impune das Lojas Americanas fragiliza 15.615 credores (mais empregados, fornecedores etc), porém, as maiores vítimas são micro e pequenos empresários, que têm a receber até R$20 mil. No total, 5.879 créditos de gente humilde vitimada pela empresa dos bilionários Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles. São R$118 milhões devidos aos pequenos credores que as Americanas condenaram à morte. Equivalem a 0,003% dos R$49 bilhões do golpe.

Grande contingente

Os 5.879 pequenos credores das Americanas, que não devem receber o que lhes é devido, representam 38% do total de vítimas da fraude.

Isso antes dava cadeia

Somente no ano de 2022, as Americanas faturaram R$5,2 bilhões com a venda de produtos de fornecedores, e embolsaram todo o dinheiro.

Atraídos à arapuca

Fornecedores confiaram no trio bilionário e abasteceram suas 2 mil lojas com produtos, sobretudo na Black Friday, em novembro, e no Natal.

O maior da História

Na primeira semana de 2023, o rombo nas Americanas, de R$8 milhões, cresceu para R$20, depois para R$40 e está agora em R$49 bilhões.

Coluna do Claudio Humberto