As destruições causadas pelo tsunami Waldir Maranhão

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   A tentativa do deputado federal Waldir Maranhão, presidente interino da Câmara Federal em tentar anular a votação do processo de impeachment no plenário do legislativo federal, produziu estragos e muito maiores do que uma simples tempestade em um copo d’agua, como chegou a princípio ser avaliado.

            Independente dos danos pessoais imprevisíveis e que podem custar a cassação do seu mandato parlamentar e a expulsão do seu partido atual o PP, Waldir Maranhão sem foro privilegiado não escapará de ser preso pela Lava Jato, uma vez que faz parte do grupo de políticos envolvidos na roubalheira da Petrobrás. Embora tenha sido feito a ele uma proposta de renunciar à vice-presidência da Câmara Federal em troca de não sofrer sanções penais das representações feitas contra ele e também não ser expulso do PP, mas deixando o partido através de pedido formal, tem resistido e o prazo será no máximo na próxima segunda-feira.

                       O Tsunami Causado

            Waldir Maranhão no exercício da presidência da Câmara dos Deputados, seguindo orientações do então Advogado Geral da União, José Eduardo Cardoso e do governador Flavio Dino durante um jantar em Brasilia, decidiu intempestivamente e sem qualquer consistência jurídica tomar a decisão de anular a votação do processo do impeachment no plenário da Câmara, criando uma grande confusão politica e prejuízos superiores a 22 bilhões de reais ao país na bolsa. A decisão tomada foi revogada na madrugada do dia seguinte por ele, diante da constatação da ineficácia do seu ato irresponsável e de ter sido à revelia da Mesa Diretora do Parlamento Federal.

           O ato irresponsável de Waldir Maranhão atingiu muita gente. O então Advogado Geral da União e o Governador do Maranhão se tornaram chacotas nacional e foram bastante criticados por políticos e juristas pela pobreza do conteúdo da peça produzida, que nem jurídica foi considerada. Por extensão, o médico Tiago Maranhão Cardoso, filho de Waldir Maranhão, que era assessor fantasma do Tribunal de Contas do Estado Maranhão, com salário de R$ 8.300 mil, incluindo vantagens de auxilio alimentação, foi sumariamente demitido pelo presidente do órgão, o conselheiro Jorge Pavão. Ficou esclarecido que o médico foi nomeado pelo conselheiro Edmar Cutrim e era lotado no seu gabinete há mais de três anos. O Ministério Público já iniciou uma investigação com vistas a instauração de procedimentos para a responsabilização do autor da nomeação e a restituição do dinheiro recebido pelo então assessor, sem prejuízos das providências internas anunciadas pelo presidente do TCE-MA.

         Como consequência do ato destrambelhado de Waldir Maranhão, chegou ao conhecimento público de que duas noras do conselheiro Edmar Cutrim, do TCE-MA, fazem parte do grupo de servidores fantasmas da Assembleia Legislativa do Estado, que vem sendo denunciado pelo Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão.

         Como o deputado Waldir Maranhão é bastante habilidoso, quando se trata de benefício próprio, como deputado federal recebeu salários como professor da Universidade Estadual do Maranhão, e vai ter que devolver o dinheiro para os cofres públicos.

         Mesmo com a ameaça de ser expulso do PP, o deputado Waldir Maranhão, não terá maiores dificuldades para ingressar em outro partido, a não ser que seja cassado, uma vez que o governador Flavio Dino colocou publicamente o PC do B à sua disposição e tem a promessa de ser candidato ao Senado Federal. Agora é esperar para ver como ele conseguirá sair das suas artimanhas para sobreviver politicamente, não esquecendo que ele é um dos clientes importantes da Lava Jato.

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