Presidente do TCE do Maranhão determinou a exoneração de qualquer outro fantasma no órgão enquanto a Assembleia permanece na imoralidade

             aldir

  O conselheiro Jorge Pavão, presidente do Tribunal de Contas do Estado, além de demitir sumariamente o médico Tiago Maranhão, filho do deputado federal Wadlir Maranhão, assessor fantasma do gabinete do conselheiro Edmar Cutrim, também determinou que seja feito levantamentos em todos os setores da instituição. Caso seja encontrado problema idêntico, a exoneração também será sumária.

               A decisão imediata foi acertada do presidente Jorge Pavão, mas para a garantia da moralidade e da transparência no órgão que é fiscalizador, necessário se torna a responsabilização do contratante do assessor fantasma e o ressarcimento do dinheiro pago ao médico filho do deputado federal Waldir Maranhão, afinal de contas está caracterizado o desvio de recursos públicos. A decisão das providências que se faz necessária pelo Tribunal de Contas do Estado, não é nada diferente  das dezenas e até centenas de sanções aplicadas a prefeituras quanto a questões de improbidades em prestações de contas de prefeituras ou outros atos ilícitos.  A exoneração foi apenas o primeiro passo das providências, agora é esperar pelos próximos, que se tornam necessários para a imagem e reputação do Tribunal de Contas do Estado.

              O presidente da Assembleia Legislativa do Estado, deputado Humberto Coutinho, bem que pode seguir o exemplo do presidente do TCE para restaurar a moralidade no parlamento estadual, exonerando o considerável número de servidores fantasmas, com inúmeros deles recebendo salários superiores a R$ 18 mil. O interessante é que nenhum parlamentar dos que se dizem defensores dos direitos e que têm compromissos com o povo e os que integram a base de sustentação do governador, que prega seriedade e transparência nas instituições públicas, não se movimentam pela moralidade no Poder Legislativo. Com o silêncio obsequioso e do comprometimento, pode-se subtender que existe conivência entre eles, quanto a questão dos servidores fantasmas. Como tem deputado estadual que pretende disputar eleições municipais, fico na expectativa sobre as suas justificativas públicas para o silêncio e a omissão na imoralidade dos servidores fantasmas no Poder Legislativo.

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