A reivindicação é antiga e na Câmara Municipal de São Luís já foram realizados dezenas de debates, recomendações e até lei específica existe para que o Poder Público Municipal instale mictórios públicos em nossa capital. Inúmeros segmentos da sociedade civil organizada e a mídia em geral tratam constantemente do sério problema, mas mesmo assim o governo municipal tanto os que antecederam como o atual, respondem com a indiferença. As pessoas em dificuldades fazem das ruas, becos e esquinas e são favorecidas pelo considerável número de prédios abandonados no centro histórico, como mictórios improvisados com sérios riscos de sofrerem violência.
Por muitos anos, as escadarias e as laterais da Biblioteca Benedito Leite se constituiram em referência de mictório público, No local em que foi o antigo coreto e que foi improvisado para sediar a Blitz Urbana, existem banheiros na parte inferior, que é utilizado por algumas pessoas mediante o pagamento de uma taxa de 50 centavos, mas não é público. Perguntei para uma senhora que saiu do sanitário, como ela avaliava, tendo em respondido com a seguinte expressão: quem não tem cão caça com gato.
Uma grande figueira que deveria ser uma referência histórica e educativa se transformou em mictório público. Uma parada de coletivos que fica de frente para o Canto da Viração, tem dias que fica praticamente vazia, decorrente do odor insuportável que exala do local da árvore. Uma vendedora me disse que tanto homens e mulheres utilizam o local dia e noite. As mulheres levam papelões e outras fazem barreira e muitas chegam até arriar o barro, mas também se vê constantemente homens na maior naturalidade fazendo necessidades e os salientes que procuram exibir órgão vital. Se alguém reclamar é comprar briga feia e correr risco de sofrer violência física, afirmou a vendedora, registrando que a policia é indiferente, e naturalmente deve entender situações de apertos.
