O silêncio do prefeito de São Luís para o desrespeito aos deficientes Dudu Sousa e Maria de Jesus Chaves nos coletivos da cidade

     aldir

  Foram inúmeros dias de muita indignação, denuncias públicas e comentários na mídia local e nacional, os casos dos deficientes Dudu Sousa e Maria de Jesus Rocha Chaves, que tiveram que ser expostos a violência e riscos de vida para garantir os seus direitos de ir e vir em transportes coletivos que deveriam ser adaptados e garantidos para funcionar.

       Diante da séria repercussão, muita gente ficou na expectativa de que o prefeito Edivaldo Holanda Júnior deixaria o seu gabinete por um pequeno período para ir pessoalmente, primeiro pedir desculpas a Dudu Sousa e Maria de Jesus Chaves, pela deficiência da sua administração em não ter sensibilidade para a acessibilidade, e o segundo seria, que diante dos fatos assumir publicamente o compromisso de enfrentar a problemática para oferecer resultados, não apenas na questão dos coletivos, mas principalmente nos mais diversos pontos da cidade e de um modo especial o centro, local de maior precariedade para a acessibilidade.

      Conheço pessoas que sofreram e choraram bem solidárias ao Dudu e sua genitora Liane Sousa e a Maria de Jesus Chaves e não pouparam criticas ao dirigente municipal, levando-se em conta que o problema antigo e sério, infelizmente não é tratado com a devida responsabilidade, em razão de que os gestores públicos não têm um mínimo de respeito para com as pessoas deficientes, mas que acima dos todos direitos que são portadores, têm dignidade e são seres humanos iguais aos demais e  apenas com uma diferença que os seus corações estão sempre recheados de amor e a alma é límpida e pueril.

      O Ministério Público cobra, cobra, ameaça e acaba não avançando, algumas instituições tentam também fazer alguma coisa com a sociedade civil organizada e esbarram em promessas. Os oportunistas políticos fazem os conhecidos discursos que a nada levam. A verdade é que para toda a problemática dos deficientes e dos idosos falta uma decisão politica e ela só poderá vir a partir da organização que chame a atenção da sociedade e mexam com os interesses dos segmentos políticos.

     Estamos próximo de uma eleição, entendo que o posicionamento dos deficientes e idosos, no campo da acessibilidade seria importante. Vocês já pensaram movimentos de cadeirantes e idosos pelas ruas, avenidas e pontes da cidade cobrando apenas o respeito aos seus direitos legítimos e constitucionais, com certeza atrairia muita gente para cobrar dos gestores públicos um pouco de vergonha na cara, o que seria um bom começo.

 

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