A iniciativa do vereador Paulo Vitor, presidente da Câmara Municipal de São Luís de formar um chapão para a disputa da reeleição pelo PSB, a princípio foi bem recebida pelo menos por 10 vereadores e com ele formaria um grupo forte, com 11 titulares atuais do legislativo municipal. Inúmeros dos que acharam a articulação com possibilidade de prosperar, começam a analisar que podem caminhar para um suicídio político, entendendo que Paulo Vitor está pensando não apenas na própria reeleição, mas na futura presidência da Câmara Municipal.
O período de filiação para a disputa das eleições municipais encerra no dia 06 de abril, inclusive dos atuais vereadores que pretendem trocar de partidos, o que significa um pouco mais de 50 dias para o encerramento do prazo. As negociações serão muito tensas, uma vez que existem partidos abrindo portas pra candidatos, outros fechando todas elas e ainda casos de reservas familiares.
Vereadores bem próximos de Paulo Vitor Duarte, entendem que um chapão de tal dimensão exigirá milhares de votos e os riscos de não reeleição, além de uma campanha bastante onerosa e até conflitante, uma vez o PSB poderá chegar no máximo a 05 vereadores, de acordo com avaliação de alguns vereadores e observadores, além de campanhas massivas e alimentada por muitos recursos. Tenho informação de que pelo menos 04 já teriam tomado a decisão de pular da barca Paulo Vitor, mas ainda não informaram ele.
O vereador Paulo Vitor propaga forte influência no Governo do Estado, mesmo com problemas na justiça e deve enfrentar nas eleições, complicadores resultantes das ações do GAECO, que inclusive chegou a pedir a sua prisão por práticas ilícitas na Câmara Municipal. Os inquéritos estão parados por decisão liminar de um desembargador, mas como na política as coisas mudam constantemente, nada é impossível. Neste carnaval o vereador Paulo Vitor já deu ampla demonstração de que vem com tudo para a reeleição, tendo patrocinado blocos em inúmeras comunidades, fazendo propaganda do seu nome, o que vai precisar da atenção da Justiça Eleitoral, uma vez que pode caracterizar campanha eleitoral antecipada.
Fonte: AFD