Greves de coletivos em São Luís são por falta de compromisso do prefeito Eduardo Braide com a população

                  O prefeito Eduardo Braide, mais uma vez dá plena demonstração de que a sua administração é voltada para o favorecimento vergonhoso aos empresários do transporte coletivo, subsidiando com o dinheiro do povo o Sistema de Transporte Coletivo, que se mostra altamente deficiente e penaliza todos os dias os usuários de São Luís. O número bem reduzido de coletivos que serve a população, possibilita problemas de ordens diversas todos os dias para trabalhadores e trabalhadoras, estudantes e idosos. O desrespeito do prefeito à população, pode ser também observado com o abandono às paradas de coletivos, em que no inverno o usuário é molhado pela chuva e no verão é queimado pelo sol, sem falarmos no elevado número de ônibus que abandonam nas ruas e avenidas passageiros, decorrente de panes mecânicas. O ano passado, depois de mais uma greve, o prefeito afirmou a população que a frota de coletivos seria renovada em pelo menos 10%, o que não passou de mais um engodo.

                 Prefeito Eduardo Braide a favor dos empresários e contra rodoviários

                  Há mais de uma semana, Marcelo Brito, presidente do Sindicato dos Rodoviários anunciou publicamente que haviam recebido uma contraproposta dos empresários para a proposta da categoria enviada em novembro com bastante antecedência com vistas a data base de negociação salarial marcada para janeiro. A indignação foi muito marcante em decorrência de que os empresários que sempre acusam prejuízos e miséria, registrarem o seguinte: Redução de R$ 200 no ticket, coparticipação de 50% no plano de saúde e nenhum reajuste salarial. A Assembleia Geral dos rodoviários qualificou a contraproposta como imoral, com demonstração plena de não estarem dispostos à negociação.

A preocupação da população com o anúncio bem antecipado da greve, foi que não sensibilizou ninguém, dentre os quais, o prefeito e os vereadores. O mais surpreendente dentro do contexto, foi o surgimento de Eduardo Braide, dizendo que não aceitará aumento de passagens e que assumirá com mais subsídio, o reajuste pretendido pelos rodoviários, colocando-se em defesa dos interesses dos patrões, mas faltou-lhe habilidade para sentar com as duas categorias em busca de uma solução para o problema, apesar de nenhuma das partes se manifestar por reajuste de tarifas. Ao que se informa, atualmente a prefeitura de São Luís repassa mensalmente mais de R$ 4 milhões como subsídio, e como diz que não quer greve, deve favorecer os empresários com pelo menos mais R$ 3 milhões para garantir o ticket, o plano de saúde e mais uma reposição salarial, que inclusive pode ser bem maior e naturalmente contar a benevolência do prefeito Eduardo Braide. Ele deve assumir claramente a defesa dos empresários, sendo para tanto vai retirar recursos do município, no momento em que mais uma vez a educação e a saúde são fracassos vergonhosos e visíveis da administração municipal.   

             Rodoviários ignoram determinação da Justiça do Trabalho

                   Diante da decretação da greve com definição do início e tempo indeterminado, a Justiça do Trabalho determinou que os grevistas deveriam garantir a circulação de 50% da frota, o que foi ignorado pelos rodoviários. Em movimentos semelhantes anteriores, eles desconheceram, mesmo com ameaças de multas de outras sanções penais, mas mesmo se mantiveram irredutíveis. Me recordo de ter ouvido um sindicalista ter dito taxativamente que multa se briga na justiça e não se paga, daí é que tanto a Justiça do Trabalho como o Ministério Público do Trabalho não são levados muito a sério, quando das negociações trabalhistas.

Fonte: AFD

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