Ato de enfermeiros em Brasília pelo piso salarial foi recebido com prisão, gás de pimenta e muito “amor”

Definitivamente, realizar manifestações em Brasília se tornou algo realmente perigoso e, pelo jeito, proibido. Foi o que se viu nesta segunda-feira, durante ato de enfermeiros do Distrito Federal – em um movimento nacional de greve que chegou ao seu sexto dia – em defesa do cumprimento do pagamento do novo piso salarial.

Um vídeo postado nas redes sociais do deputado estadual por São Paulo, Bruno Zambelli (PL/SP) revela o momento em que policiais prendem um homem e usam gás de pimenta em todos que estão em volta. “Daqui pra frente será na base do amor: Spray de amor, carícias de imobilização, balas macias de borracha e flores. Ato de enfermeiros em Brasília. Todo meu apoio à categoria!”, escreveu o parlamentar.

A greve nacional cobra uma solução rápida no STF, que ainda julga a constitucionalidade do novo piso. O valor foi definido em agosto do ano passado pelo então presidente Jair Bolsonaro que sancionou o projeto aprovado no Congresso Nacional e atendeu uma reivindicação histórica, garantindo o valor de R$ 4.750 para enfermeiras e enfermeiros, R$ 3.325 para técnicas e técnicos e R$ 2.375, para auxiliares e parteiras.

Mas em setembro do ano passado, às vésperas da eleição, o ministro do Supremo, Luís Roberto Barroso acatou uma liminar impetrada por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB).

O caso foi para julgamento em plenário e, desde então se arrasta, mesmo após o Congresso Nacional ter aprovado um novo projeto para garantir a reserva de valores para garantir o pagamento aos enfermeiros da saúde pública. Segundo a PM, o homem preso é do Rio Grande do Norte.

Jornal da Cidade Online

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