Padre Marcelo Pepin retorna a Casa do Pai. Aos 94 anos era um missionário na construção do Reino

Padre Marcelo Pepin, aos 94 anos nos deixou e retornou a Casa do Pai. Era um missionário, semeador da paz, da fraternidade, da solidariedade e construtor de consciências críticas para a defesa de direitos e dignidade humana para todos A sua profissão de fé era de uma dimensão ampla, que irradiava sempre, principalmente em quem teve o privilégio de pelo menos ouvi-lo. Eu o conhecia por mais de 50 anos e sempre fui seu apreciador pelo compromisso cristão, posição firme e decisiva no semear por onde andava e mesmo nas celebrações residenciais, adoentado e com dificuldades para andar, a sua homilia era determinada recheada de mensagens bem atuais. O Reino de Deus tem de volta um grande missionário e cabe a todos nós aqui,com muita efervescência dimensionar o legado que ele nos deixou. Era acima de tudo, um grande ser humano e um construtor do Reino de Deus.

       Abaixo uma matéria publicada em 11 de janeiro de 2019 no meu blog   

Padre Marcelo Pepin aos 90 anos segue perseverante na missão   profética e celebra a missa todos os dias

Padre Marcelo Pepin tem a sua vida religiosa ligada ao Maranhão por mais de 60 anos na pregação evangélica, na formação cristã e consciência crítica e no acompanhamento de pastorais e movimentos com dedicação e muito compromisso com a Pastoral da Família.  Ele é integrante de um grupo de missionários canadenses que veio para o Maranhão e em pleno período da repressão e do chumbo grosso, conseguiu orientar muitos grupos de jovens e participou de movimentos de luta pela democracia. Do grupo, além do Padre Marcelo Pepin, faziam parte os padres Rejean Racine, Gerard Dupont. Marcos Passerini e outros religiosos, que por algum tempo moraram na rua do Sol, no prédio em que foi o Colégio Zuleide Bogéa e posteriormente se mudaram para o bairro do Apicum, na casa onde é hoje a Rádio Educadora.

Padre Marcelo Pepin, mesmo aposentado como religioso decidiu ficar em São Luís, mas foi aconselhado por amigos e parentes a retornar ao Canadá. Ele atendeu, mas depois de um pequeno período descobriu com absoluta certeza de que São Luís e o Maranhão são a sua paixão e torrão natal que Deus lhe deu.  Esse sentimento expressado pelo padre Marcelo Pepin, foi semelhante ao do extinto e inesquecível bispo de Coroatá, Dom Reinaldo Punder. Bastante adoentado na Alemanha, país das suas origens, sentindo a proximidade da sua partida para a glória, pediu uma reunião de família e pediu a eles, que queria voltar para o Brasil e morrer em sua terra – Coroatá, e não queria chegar apenas para ser enterrado. Seus familiares o atenderam e a sua vontade foi respeitada.

No caso do padre Marcelo Pepin, ele conversou como seu grande anjo da guarda, Maria do Espírito Santo e lhe disse que se quisesse voltar para o Brasil, ele cuidaria dele. Não apenas ela respondeu positivamente, mas outros anjos da guarda se uniram e o acolheram.

Todos os dias o padre Marcelo Pepin celebra a santa missa, atualmente é na casa de   Maria Cícera Nogueira, no Vinhais, inserida entres os seus anjos da guarda.  Na última quarta-feira, eu e minha esposa Lindalva fomos assistir à missa e levamos uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, que trouxéssemos do Santuário da Padroeira do Brasil para ele benzer, o que o fez com muito amor a Deus e a sensibilidade solidária cristã, que lhes é inerente como profissão de fé. Padre Marcelo Pepin, devido a alguns problemas nas pernas, celebra sentado, mas efervescência da fé e a voz firme faz a sua celebração tocar as ilimitadas reservas do espírito do coração dos privilegiados que têm oportunidade de o assistir.

Fonte: AFD

Matéria publicada no dia 11 de janeiro de 2019

 

 

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