Mortes causadas por acidente de veículos na BR 222 anteciparam hemodiálises de pacientes renais

O acidente causado pela colisão de dois veículos na BR-222, nas proximidades do município de Arari, nos remete a uma reflexão séria, principalmente de que entre as 04 pessoas mortas, duas eram de pacientes que lutavam pela vida submetendo-se a hemodiálise três vezes na semana, fazendo um percurso de 255 km da cidade de Viana para São Luís. Além das pacientes renais, uma acompanhante e o motorista perderem a vida, após uma colisão com outro veículo.

O problema e tratamento de hemodiálise é vida, e como tal deveria ser tratado, mas infelizmente ele está para a gestão pública na banalização da vida. Quantas pessoas nos últimos 08 anos perderam a vida, por não suportar três viagens semanais em veículos desconfortantes por até 10 horas para vir e outras 10 para voltar dos mais diversos municípios do Estado. Com organismos debilitados e muitas vezes sem dinheiro para comprar alimentos, dezenas de pessoas perderam a vida, outras sem condições físicas para fazer a viagem, ficavam em suas casas aguardando a hora da partida, causando a revolta e indignação de seus familiares pela impotência de não ter como lutar e a falta de um mínimo de respeito do poder público, numa demonstração plena de banalização da vida para com as pessoas portadoras de doenças renais e necessitadas de hemodiálise, na esperança de transplantes.

Quem não se recorda da propaganda do ex-governador e senador eleito Flavio Dino e o seu secretário de saúde Carlos Lula, agora deputado estadual eleito, fazendo propaganda da saúde em que os centros de hemodiálise criados davam a impressão de que existiam em todas as regiões do Maranhão, diante de inúmeras críticas e de vidas perdidas. A política de saúde do ex-governador era competente, séria e determinada, apenas nos discursos enganosos e no papel. Quem não se lembra dos R$ 10 milhões para a farsa de compra de respiradores com dinheiro destinado para covid-19. Quantas pessoas perderam a vida por falta dos equipamentos e o inquérito no TCE está engavetado e as vidas perdidas foram totalmente banalizadas.

A propaganda do ex-governador e do seu ex-secretário de saúde, sempre destacavam construções de unidades hospitalares em vários municípios, mas omitiam o funcionamento deles, daí o caos em que se encontra hoje o sistema de saúde e agora mais recente a greve de alguns médicos das UPAS em São Luís, em razão ao seu direito legítimo aos salários.

O governador Carlos Brandão, para superar os inúmeros problemas existentes no Estado, e mais precisamente a séria questão da saúde e enfrentamento a fome e miséria bem acentuadas no Maranhão, herança da administração do ex-governador e senador eleito Flavio Dino, terá que desenvolver projetos e ações em sintonia com os interesses coletivos e com a sua identidade.

Fonte: AFD

 

 

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