Depois das fortes chuvas, até então inéditas no município, o que causou inundações em todo o município, deixando milhares de famílias desabrigadas, agora o município enfrenta um enorme crime ambiental com grande quantidade de inseticidas contaminando rios e riachos, comprometendo seriamente a vida de milhares de moradores.
Se as enchentes destruíram casas e patrimônios de milhares de moradores de todo o município, que agora estavam se organizando para a reconstrução do que foi perdido, todos foram surpreendidos com as águas de rios e riachos com uma coloração avermelhada da água, que não serve para lavar roupas e nem outros objetos e muito menos para banhar e nem pensar no consumo ou cozinhar alimentos. O problema é da maior seriedade, mas mesmo assim o governo Flavio Dino não está dando a devida e necessária atenção para a população que tem a saúde ameaçada e até mesmo a vida com o consumo de água envenenada.
A população denuncia que o envenenamento deve ter origem em fazendas de plantio de soja e milho com as constantes pulverizações com inseticidas. A Secretaria de Estado do Meio Ambiente, que se tornou bastante conhecida por concessões de licenças para favorecimentos de empresas e destruição do meio ambiente e inclusive autorizou a empresa de energia Equatorial invadir terras dos povos indígenas Akroá Gamela, com licença ambiental ilegal e já cassada pela Justiça Federal, demonstra não ter maiores preocupações, afinal de contas o problema pode até ter sido causado por alguém beneficiado.
Por falta de outra opção e a omissão do Governo do Estado em não atentar para a gravidade do problema, muita gente pode perder a vida e outras terem como sequela, o câncer. Há necessidade urgente de que uma solução, inclusive com o fornecimento de água potável para a população e a identificação dos criminosos para a devida necessária punição e responsabilização sobre os danos ambientais e reparação aos direitos da população, que está impossibilitada da pesca e da agricultura com a água envenenada. O Ministério Público e a Defensoria Pública não podem esperar e têm que agir com urgência em defesa da vida.
Fonte: AFD