O governador Flavio Dino, diante do elevado desgaste político que alcançou, que nem mesmo as suas exacerbadas ações clientelistas não estão lhe favorecendo, temendo prejuízos bem maiores que poderão ter reflexos acentuados nas eleições de 2022, decidiu temporariamente sair de cena. Escalou o ex-governador José Reinaldo Tavares para fazer ofensivas contundentes contra o senador Weverton Rocha e Carlos Lula, seu fiel e subserviente secretário de saúde para atacar o presidente da república. Dentro do contexto político, os dois não teriam autonomia própria para manifestarem críticas e agressões, seguindo a determinação da lavra do governador.
No caso do ex-governador José Reinaldo Tavares, não acredito muito, em razão que ele tem visão e equilíbrio em seus posicionamentos muito maior do que a de Flavio Dino, além de que atenta bem para as colocações que faz. Quanto a Carlos Lula, com o seu telhado de vidro com processo na Justiça Federal, sem falarmos do seu dna nas negociatas dos respiradores que podem eclodir a qualquer momento, será apenas um cumpridor de ordens para atender a vontade do chefe, sem qualquer contrariedade.
A estratégia do governador Flavio Dino, é que pode desenvolver um processo de desacreditar Weverton Rocha, inclusive requentando processos que tramitam na justiça contra o senador, levando-o a repensar a sua possível candidatura a governador, com um possível entendimento através de negociações, além de minar importantes apoios que ele detém. Por outro lado, pode ser também uma aceleração para o rompimento, observando-se que Weverton Rocha, não vai disputar qualquer mandato em 2022, uma vez o que seu mandato vai até 2026, permitindo-lhe tomar decisões de fazer acordos com outras correntes políticas.
Quanto ao papel de Carlos Lula não terá qualquer relevância, as suas críticas políticas ao presidente da república, em se tratando de um gestor público sem expressão nacional será assimilado apenas como portador de recado, emanado do chefe maior. Embora como presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde, se tentar utilizar o Conass por interesse político, criará sérios problemas e com certeza inviabilizará muitas ações da entidade e logo estará queimado.
Fonte: AFD