Superlotação de hoje no terminal da BR e o risco da covid tirar mais vidas de usuários de coletivos

  Mesmo com a indiferença dos poderes constituídos para os sérios riscos de vida de milhares de usuários do transporte coletivo, dentre os quais o municipal e o estadual, o Ministério Público e a Defensoria Pública continuo mostrando a verdade dura. Sinceramente, é mais preocupante para os gestores públicos e a fiscalização sanitária, fechar bares e restaurantes e casas de eventos, do que enfrentar as aglomerações nos terminais e superlotações nos transportes coletivos.

Primeiramente, a diferença de público entre todos os setores fiscalizados e somados com superlotações com acentuada, não fazem uma mínima sombra para as superlotações nos coletivos. Como temos um sistema precário e bastante deficiente e que circulam diariamente no Sistema Municipal de Transportes Coletivos, uma média aproximada de 700 ônibus e cada um fazendo uma média de 05 viagens por baixo, temos uma média de segunda a sexta-feira de 3.500 viagens e cada coletivo no mínimo com 60 passageiros, o número de usuários que são expostos ao vírus da covid-19 todos os dias é de 210.000 e em 05 dias da semana supera um milhão de usuários, sem contar os casos dos sábados e domingos.

O que não dá para entender, quais as razões de tanta omissão e até mesmo a banalização da vida dos milhares de usuários de coletivos. Neste momento dramático não se vê político, nem organização da sociedade civil organizada e até mesmo os políticos demagogos e oportunistas não se movimentarem.

Esses 210 mil usuários cotidianos da superlotação dos transportes coletivos, elegeram os prefeitos de São Luís, São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar e mais de uma centena de vereadores para todas as câmaras municipais da Região Metropolitana da Grande São Luís. Infelizmente eles não estão preocupados em fazer valer os direitos dos usuários do transporte coletivo, não confundir com favor ou clientelismo, em que a vida deles e de todas as suas famílias estão correndo sérios riscos, uma vez que eles podem levar a doença para dentro das suas casas.

Como responsabilidade profissional e dever de cidadão vou continuar mostrando a realidade das aglomerações nos terminais e as superlotações nos coletivos, na esperança de que algum dia exista dentro das instituições que dizem garantir e defender direitos e dignidade humana, decidam que as pessoas pobres humildes são portadoras de direitos constitucionais, mas por enquanto, o silêncio e a omissão é a grande e decepcionante resposta.

Fonte: AFD

 

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