Temor diante de problemas graves no Presidio São Luís 03. Lideranças criminosas estão sendo concentradas no local

Agentes Penitenciários lotados no presidio São Luís 03 solicitaram ao Sindspem, que busque entendimentos com o Secretário de Administração Penitenciária com vistas a que medidas urgentes sejam tomadas quanto a concentração de lideranças criminosas na unidade prisional e com riscos sérios de problemas. Eles relatam que o Presidio São Luís 03, embora ainda não esteja completamente concluído, tem uma capacidade para 470 detentos e é considerado de segurança média, mas atualmente tem aproximadamente uma média de 100 detentos. O sério problema é que estão sendo concentrados no local, presos de alta periculosidade, principalmente lideranças que foram retiradas de circulação do crime na capital e no interior, além de inúmeros bandidos perigosos que retornaram de presídios federais.  Apesar da existência do videomonitoramento e contando com uma média de 05 monitores durante o dia e uma média de sete agentes penitenciários e vigilantes terceirizados nas guaritas portando revólveres de calibre 38 e no período da noite permanece o mesmo número de agentes e vigilantes, o efetivo é pequeno diante dos sérios riscos.

                    A preocupação dos servidores do Sistema Penitenciário reside, que a exemplo de presídios federais, a unidade não tem muro, apenas 3 cercas e bem próximo de um matagal bem propicio para facilitar invasão a unidade prisional, uma vez que a realidade mostra a audácia da bandidagem. Nas unidades federais há áreas enormes descampadas, que favorecem a imediata perseguição e captura de qualquer fugitivo e não possibilita articulação para invasão e nem possibilidade de instalação de famílias de presos nas proximidades. Aqui as facilidades são inúmeras, mas que podem perfeitamente ser controladas.

                   Os agentes penitenciários manifestam enorme preocupação com a concentração de lideranças crminosas no PSL 03, e a existência de facilidades para interação entre os bandidos, o que é bastante perigoso, além de que nas guaritas estão vigilantes terceirizados e despreparados para ações mais determinadas e portando revolveres calibre 38. Eles defendem um efetivo bem maior no local e uma vigilância nas guaritas com armas de grande alcance e uma visibilidade maior em torno de 360 graus com vistas a que surpresas sejam evitadas.

                  O presidente e o vice do Sindspem, Antonio Portela e César Bombeiro devem ter um encontro nesta terça-feira com o secretário Murilo Andrade, quando levarão as preocupações da categoria e através de um dialogo aberto e objetivo e com bastante entendimento busquem soluções imediatas para a solução do problema. Portela disse aos colegas, que todos os esforços serão feitos, uma vez que a realidade hoje é totalmente diferente e os interesses são comuns em busca de serviços cada vez mais eficientes no Sistema Penitenciário.

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