Depois de ter anunciado a proibição do carnaval em todo o Estado do Maranhão, o governador Flavio Dino decidiu também ampliar o enfrentamento às aglomerações, daí é que as chamadas prévias carnavalescas bem marcantes em São Luís, inclusive com eventos tradicionais realizados apenas no período que antecede o período gordo do carnaval.
O Governo do Estado em parceria com o Ministério Público suspenderam a realização de prévias do carnaval em conhecidos estabelecimentos, que funcionam também como bares, restaurantes e casas de drinks. A justificativa é que a covid-19 ganhou um avanço bastante preocupante, uma vez que em São Luís, a capacidade de hospitalização de pessoas infectadas com o vírus chega a um pouco mais de 80%.
Donos de estabelecimentos comerciais e empresários que trabalham exclusivamente com o carnaval estão, insatisfeitos em razão de irão para mais um período de sacrifício e consequentemente continuarão acumulando dificuldades e admitem que não têm qualquer perspectiva de subsistência. Eles vão quebrar com a total falência, advinda desde restrições de outros eventos, principalmente os do fim do ano passado.
Os empresários insatisfeitos destacam que por terem locais definidos, pagarem impostos e serem submetidos a todo tipo de fiscalização, são os mais prejudicados, enquanto muita gente à revelia dos princípios emanados da lei fazem arrumações em diversos locais improvisados e com facilidade promovem aglomerações.
Embora as autoridades tentem negar os crescentes casos, principalmente em São Luís, tiveram origem nas aglomerações das eleições municipais para o segundo turno, quando o próprio governador Flavio Dino, incentivou a campanha do seu candidato e as aglomerações foram muitas e neste período não houve trégua das autoridades para o fique em casa. As comemorações dos vitoriosos e logo a seguir o natal e réveillon foram no embalo e os frutos estão sendo colhidos agora. Á época inúmeros infectologistas e epidemiologistas de São Luís fizeram advertências do sério risco e que geralmente depois de três a quatro semanas os casos de infecção começariam a surgir de maneira acentuada, o que estamos vendo agora.