O dinheiro público destinado para o combate a pandemia do covid-19 se tornou uma fonte para roubalheiras por diversas prefeituras, por permitir a dispensa de licitação, o que levou inúmeros gestores a vergonhosamente fazerem negociatas com dinheiro público e desviarem recursos destinados exclusivamente para a saúde das pessoas atingidas pelo novo coronavírus. No Maranhão, a roubalheira começou na prefeitura de São Luís, na compra de máscaras hospitalares com superfaturamento de mais de 200%, proporcionando o desvio de R$ 2,3 milhões.
Na operação “Falsa Esperança”, desenvolvida nos municípios de Bacabeira, Santa Rita e Miranda do Norte, a Polícia Federal e a Controladoria Geral da União identificaram inúmeras irregularidades, principalmente na compra de EPI’s – equipamentos de proteção individual destinado ao pessoal de unidades de saúde para atendimento de pessoas com o covid-19. Eles teriam sido comprados com superfaturamento de mais de 400%, além dos casos de compra de respiradores, que foram pagos, mas não entregues na versão das prefeituras. As investigações encaminham de que, através de uma pequena empresa de Paço do Lumiar, de nome Ecosolar, teria na verdade, havido uma lavagem de dinheiro, o que pode complicar o casal Hilton Gonçalo, prefeito de Santa Rita e a sua esposa Fernanda Gonçalo e Carlos Belfort, prefeito de Miranda do Norte. Secretários das três prefeituras foram presos e devem dar maiores detalhes das roubalheiras e naturalmente os mentores da corrupção.
A verdade é que o dinheiro que deveria ser destinado para salvar vidas de pessoas atingidas pela covid-19, acabou sendo desviado para interesses pessoais dos prefeitos, os quais não podem ficar na impunidade e também serem obrigados a devolver os recursos aos cofres públicos. Com certeza a máscara dos prefeitos caiu e muito feio e o povo tem o dever de dar uma basta nas eleições de novembro próximo.