Desde a última quarta-feira, 849 presos foram autorizados pelo juiz Márcio Castro Brandão, da1ª Vara das Execuções Penais a deixar as unidades prisionais em que cumprem pena para passar o dia dos pais com os seus familiares e retorno no dia 11 (terça-feira). Em plena pandemia, a liberação foi vista com muita preocupação, levando-se em conta que a maioria dos presos, mesmo com todas as observações, geralmente não cumprem as determinações, além de que podem levar o Covid-19 para as suas famílias ou podem trazê-la para as unidades prisionais em que cumprem penas.
Não há informação de que todos tenham sido submetidos a testes antes, assim como, se eles serão submetidos a avaliação idêntica quando retornarem. Os presos, depois de saírem das suas respectivas unidades e no trajeto para as suas residências podem perfeitamente ser contaminações e acabarão levando a doença para a família, assim pode ter alguém em casa com o covid-19 e no retorno, os beneficiados com a liberdade provisória podem trazer a doença para o Sistema Penitenciário, local onde já existem muitos casos e o registro de mortes.
Outro fator sério e que não deixa de causar preocupação para os serviços de enfrentamentos a pandemia, está no número de presos que não retornam, que geralmente é de até 5%. Se no caso estiverem pessoas infectadas será um desastre sério e que pode interferir no combate a doença, principalmente no momento em que São Luís e alguns municípios estão em fase de redução dos números de casos. Como prevenção a doença, o certo seria que todos os que retornarem devam ser submetidos a quarentena. Apenas, por uma questão de observação, faltou uma consulta ao Sistema Estadual de Saúde, tanto por parte do judiciário e da administração penitenciária. A verdade é que será de fundamental importância, pelo menos uma avaliação individual de todos os presos, quando dos seus retornos aos presídios, com casos que em que poderá ser necessária a quarentena e a criação de problemas sérios que poderiam ter sido evitados.