De acordo com o UOL Noticias, o governador Flavio Dino criticou a proposta de redução do Benefício da Prestação Continuada, dentro do projeto da reforma da previdência. O dirigente do executivo maranhense é totalmente contrário ao aumento de 15 para 20 anos de contribuição e idade de 60 anos iguais para homens e mulheres e a contribuição anual de 600 reais.
Tendo naturalmente como referência o Estado do Maranhão, o governador entende que os trabalhadores rurais não têm excedente produtivo para pagar anualmente os 600 reais, o correspondente a 50 reais mensais. É bem procedente a preocupação de Flavio Dino, levando-se em conta que mais da metade da população maranhense vive na extrema pobreza e no meio rural é a miséria e a fome que ganham destaque. Infelizmente a tal agricultura familiar tão decantada pela sua administração não responde em nada. O nosso Estado continua sendo um grande importador de alimentos e cada vez mais crescente. Aqui em São Luís, desde o cheiro verde e a vinagreira grande parte está vindo do Ceará para atender a acentuada demanda, e as frutas são de vários estados do nordeste, daí a grande variação de preços nas feiras, mercados e supermercados.
Um dos sérios fatores para o desenvolvimento da agricultura familiar no Maranhão e falta de assistência técnica, exclusivamente por falta de profissionais junto às famílias rurais, inclusive dentro de um contexto mais amplo de orientação em vários segmentos até a comercialização. Não adianta se distribuir implementos e máquinas agrícolas e insumos se não houver a necessária e competente assistência técnica com pessoal altamente capacitado.
O dia em que a agricultura familiar se tornar prioridade e a produção de alimentos foi efetivamente uma politica séria, transparente e comprometida com os anseios do homem do campo, começaremos então a pensar em uma ampla mudança, possibilitando a que trabalhadores e trabalhadoras rurais tenham relativa facilidade para pagar 50 reais mensais para a aposentadoria proposta pela reforma da previdência.
