O governador Flavio Dino se ressente da exacerbada concentração da administração do seu governo em apenas um restrito número de pessoas, das quais a maioria é despreparada tecnicamente e sem a devida sensibilidade para as amplas questões sociais que envolvem a maioria da população pobre do Maranhão. Muitos dos problemas relacionados a educação, a saúde e a produção de alimentos, que poderiam ser bem diferentes e com resultados satisfatórios deixaram de ser efetivos em razão exclusiva da falta de gerenciamento, que foi preterido para atender interesses políticos, assim como empresas locais não capacitadas e a importação de outras desqualificadas para gerenciar unidades de saúde no Maranhão, o que deu origem a muita corrupção deslavada e processos na justiça. Pessoas sem os devidos preparos e sem qualquer vocação foram colocadas em instituições por apadrinhamento politico. Um exemplo foi o caso da Agricultura Familiar, que foi entregue ao dentista Adelmo Soares, que acabou se tornando um fiasco não apenas por não conhecer a realidade, mas pela sua determinação em fazer do cargo um trampolim para a sua candidatura a deputado estadual.
O problema maior da Agricultura Familiar não foi atacado, que está na falta de assistência técnica. Se o desastre não foi maior, deve-se a presença do Sebrae em ações no meio rural com técnicos especializados com a participação do pessoal remanescente da Emater-MA. Um dos exemplos que a nossa produção agrícola é cada vez mais deficiente, não se precisa ir longe, basta se fazer uma verificação na Ceasa e no mercado do João Paulo. Neste último, o cheiro verde comercializado em maior escala, assim como a abóbora e inúmeras frutas estão vindo do Ceará, que também abastece vários municípios maranhenses.
O governador Flavio Dino, pode ter até boas intenções para atacar sérios problemas visíveis no Estado, mas esbarra na falta de sensibilidade dos seus gestores em fazer as coisas acontecerem. O caso dos centros de hemodiálise para evitar que pessoas idosas venham ser atendidas em São Luís, é de responsabilidade da gestão do Sistema Estadual de Saúde, que deveria ter solucionado o problema, principalmente que havia disponibilidade de recursos. Como nada foi feito e faltou a determinação ao governador de bater na mesa e mandar fazer, o resultado é que com gestor maior das instituições estaduais incorporou mais imputações com as mortes A questão da apreensão e os leilões de veículos, com certeza foi uma atitude autoritária e que coube apenas ao governador assumir a responsabilidade, e que pode até não ter sido da sua lavra, mas como permitiu assumiu todos os ônus.
De todos os problemas, os mais sérios são as retiradas de recursos do Fundo de Aposentadorias e Pensões dos Servidores Públicos Estaduais – FEPA e do FUNBEN – o plano de saúde dos servidores públicos, hoje com mais de 71 mil beneficiários entre servidores públicos estaduais e dependentes, que têm descontos nos contracheques.
