As reclamações são dos proprietários de veículos, os quais desconfiam que estariamcomprando gasolina com um percentual bastante acentuado de álcool, o que reflete no consumo dos seus veículos. Eu observei, que ao abastecer o meu veículo o consumo foi muito rápido para os percursos feitos. A desconfiança me levou a mudar de posto e com o mesmo volume do abastecimento anterior o rendimento foi bastante superior, dai a desconfiança.
Durante mais de uma semana estive conversando com pelo menos 20 consumidores, entre os quais estão os que rodam bastante e os que se deslocam apenas nos casos de necessidade e pelo menos mais de 70% desconfiam que já se sentiram lesados. Como não há prova da irregularidade, fica difícil a apresentação de qualquer denuncia e até mesmo de comprovação sobre os postos que poderiam estar fazendo fraude, em virtude de que eles não dão comprovantes fiscais que justifiquem a compra do produto.
A verdade é que os donos de postos de combustíveis parecem não ser obrigados ao fornecimento de nota fiscal e quando os consumidores pedem recibos, eles emitem uma nota sem a inscrição estadual. Antigamente, o Procon e outros órgãos de fiscalização constantemente faziam fiscalização inesperadas em vários postos de venda de combustíveis e muitos infratores foram identificados e responsabilizados.
Diante dos fatos, o que impede os proprietários de postos de combustíveis emitirem cupom fiscal, que acima de tudo se constitui em segurança para os consumidores, quando das suspeitas dos produtos colocados a venda. Com o cupom, muitos fraudadores vão temer a fraude. O que precisa também são ações mais constantes dos órgãos de fiscalização.
