Roseana Sarney usa nome da agricultura familiar para tentar enganar a população

         banana

Semanalmente, o governo do estado faz propaganda de ações maquiadas, em que tenta ludibriar a população de que o Maranhão é uma fonte de riqueza e desenvolvimento. No marketing governamental, nunca de falou das barbáries, das fugas e da corrupção, que continuam dominando o Sistema Penitenciário e muito menos da violência que grassa na capital e no interior, banalizando a vida. Os investimentos do capital privado engrossam a vaidade e os sofismas da governadora Roseana Sarney. Eles continuam recebendo os privilégios de instituições integrantes do executivo estadual e de políticos dos legislativos estadual e federal, que dentro de um conjunto contribuem decisivamente para a expulsão de famílias de posses centenárias para aumentar áreas do agronegócio, principalmente do eucalipto, da soja e do etanol. Hoje a realidade é dura e segundo levantamentos feitos pela Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do Maranhão –Fetaema, através do Movimento Sindical Rural, existem no Maranhão mais de 700 mil pessoas passando fome, sem nenhuma referência de renda e o programa de combate a pobreza não chega até às pessoas e quando esporadicamente surge é em forma de clientelismo, criando-se dependências e cobranças com o voto nos períodos eleitorais.

            Há poucos dias, o governo em sua propaganda relacionada aos dias da semana, registrou apoio da assistência técnica a 262 mil agricultores familiares, quando ele não dispõe de pessoal técnico para atender um terço. Muita gente ainda tem a imagem viva de que foi a governadora Roseana Sarney, que extinguiu a EMATER-MA para atender interesses de aliados do agronegócio. Foi a partir da decisão apontada como criminosa é que se acabou com a pequena agricultura e a produção de alimentos em todo o Estado. Se hoje importamos 95% dos produtos hortifrutigranjeiros é decorrente da punição que a governadora Roseana Sarney impôs à população do meio rural maranhense com a destruição da assistência técnica e extensão rural qualificada, experiente e comprometida. O que temos hoje é um serviço precário e bem deficiente, principalmente por falta de conhecimentos e sensibilidade por parte dos gestores, muito embora ainda existam dentro do Sistema de Agricultura muitos técnicos da extinta EMATER-MA. Quando a governadora Roseana Sarney tenta utilizar a agricultura familiar para destacar a sua medíocre administração, deveria visitar as feiras e mercados da capital para ver que até cheiro verde está sendo importado do Ceará. A vinagreira que é uma tradição nossa está sendo ameaçada por outra variedade com folhas maiores, que vem também do Ceará. Se tivéssemos realmente 262 mil agricultores familiares produzindo com crédito subsidiado, assistência técnica eficiente com equipamentos, tecnologias modernas para a produção de diversas variedades de frutas e hortaliças, estradas, armazéns, transporte e orientação para comercialização, a nossa realidade seria outra. Também deveria haver nas comunidades rurais de produção, escolas, postos de saúde e capacitação para as comunidades rurais aproveitarem os seus recursos naturais para a transformação de alimentos. O Governo do Maranhão é hoje um dos responsáveis pelo aumento das desigualdades sociais no meio rural, protegendo grileiros, latifundiários e empresários do agronegócio e políticos, que vêm expulsando milhares de famílias de posses seculares e mais precisamente quilombolas, o que tem gerado muitos conflitos agrários. Ao procurar utilizar a agricultura familiar como propaganda da sua administração, a governadora Roseana Sarney agride trabalhadores e trabalhadoras rurais e fere frontalmente o Movimento Sindical Rural que é hoje a referência de luta contra os desmandos praticados pelas instituições públicas estaduais a serviço da grilagem, do latifúndio, dos interesses políticos e dos empresários do agronegócio.

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