MPMA debate violência urbana em audiência pública em Imperratriz

PROMOTORAA promotora de justiça Fabíola Ferreira, foi uma das representantes da Procuradoria Geral de Justiça

O Ministério Público do Maranhão realizou uma audiência pública nesta quarta-feira, 24, no auditório da OAB em Imperatriz para discutir o problema da violência urbana na região. Participaram do evento membros dos Ministérios Públicos Estadual e Federal, da Defensoria Pública, da OAB, representantes do Poder Executivo, das Polícias Civil e Militar e da sociedade civil.

 A promotora titular da 6ª Promotoria Criminal, Uiuara de Melo Medeiros, que coordenou os trabalhos da mesa, agradeceu à comunidade por aceitar o convite e participar do evento. Ela disse que a iniciativa do MPMA busca estabelecer o diálogo e ouvir os anseios da sociedade. “A partir desse ato, nós vamos elaborar um documento para exigir dos órgãos responsáveis as medidas necessárias para diminuir a violência”.

 Os participantes elencaram os principais problemas causadores de violência e formularam propostas para combater a criminalidade. Todas as sugestões foram aprovadas e farão parte de um documento que estará disponível em breve no site www.mpma.mp.br.

 O promotor José Cláudio Cabral, titular da 23ª Promotoria de Justiça Especializada – Controle Externo da Atividade Policial de São Luís e coordenador dos Centros de Apoio Operacional Criminal e de Controle Externo da Atividade Policial, afirmou que a violência é um problema complexo e que o Ministério Público vem descentralizando as ações e dialogando com a sociedade na tentativa de encontrar soluções eficazes para combater a criminalidade. “Parabenizamos a sociedade,por atender o nosso chamado. Essa audiência é uma das ações do

MPMA para traçar estratégias, em conjunto com a sociedade, para o enfrentamento desses problemas.”

 O diretor em exercício das Promotorias de Justiça de Imperatriz, Antônio Coelho Soares Júnior, titular da 4ª Promotoria Criminal, diz que a iniciativa tenta estabelecer um vínculo com diversos setores para a construção de uma sociedade melhor. Ele defende que a sociedade deve abandonar a cultura de violência e começar a estabelecer uma cultura de paz. “A violência é um ato de prepotência e nós precisamos começar a combater todos estes atos na nossa sociedade.”

 O presidente da Associação do Ministério Público do Maranhão, José Augusto Cutrim, elencou algumas das causas da violência no país e disse que é necessário um conjunto de políticas públicas para combatê-las. “A criminalidade é um problema ligado a muitos outros. É preciso investir em diversas áreas para combater a violência e criar uma sociedade onde possamos viver melhor.”

 Maria das Dores Barreto, presidente da Associação dos Moradores do Parque Alvorada II, relatou que o bairro onde mora tem altos índices de violência e disse que a impunidade é um dos maiores causadores do problema. Ela propõe que a Justiça faça um monitoramento das pessoas que já passaram pela cadeia, além de dar oportunidades para os jovens dos bairros com menos infraestrutura. “No meu bairro não tem escola de ensino médio, e os jovens não têm o que fazer porque os pais são pobres e não têm condições de dar um futuro melhor para eles. Assim os jovens acabam na vida do crime, são soltos, cometem novos crimes e isso cria um vício.”

  (CCOM-MPMA)

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