Movimento Sindical Rural vem denunciando a existência de mais de 700 mil miseráveis no meio rural do Maranhão

OCA

 O Maranhão é uma referência nacional de miséria, fome e exclusão social. Há uma necessidade urgente de mudança.

         Há mais de dois anos, a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura do Maranhão – Fetaema vem denunciando o crescimento da extrema pobreza no meio rural maranhense, que à época já era superior a 700 mil pessoas. A realidade é que hoje ela é muito maior, levando-se em conta o crescimento já até visual nas sedes de municípios e nos bolsões na periferia da capital. A divulgação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA, de que o Maranhão detém 11% dos 10,4 milhões de miseráveis com renda inferior a 70 reais, não causou qualquer surpresa para quem conhece a realidade no campo, principalmente que as pessoas não têm qualquer referência mínima de renda e até mesmo inferior a 70 reais é muito para elas, que lutam desesperadamente para subsistir como seres humanos.

         O município maranhense de Belágua, no Maranhão, que já  o pior índice de desenvolvimento humano do Brasil, conseguiu sair da miséria para a extrema pobreza impulsionado por alguns programas sociais, tendo agora no segundo turno dado a maior votação proporcional para a presidente Dilma Rousseff, pela ilusão de terem melhorado de vida, mas a maioria continua miserável mesmo.

          De acordo com o IPEA, pela ordem, a Bahia (14%) apresenta o maior número de miseráveis, seguido do Maranhão (11%), São Paulo (10%), Ceará (9%) e Pernambuco 8%). A pesquisa era para ser divulgada antes das eleições, mas a presidente Dilma Rousseff pressionou a instituição e não dar conhecimento da realidade, o que ocasionou o pedido de demissão do dirigente do órgão. O ministro chefe do gabinete civil da presidência da república, Aluísio Mercadante, pediu para que o IBGE faça uma análise dos números e da metodologia utilizada pelo IPEA para uma verificação da realidade, o que significa que serão feitas tentativas para desqualificar os fatos que vieram a público, o que contraria o discurso surrado do governo federal.

            No Maranhão, o governo não tem nada a questionar, uma vez que Roseana Sarney, qualificou o crescimento da violência no Maranhão, ao aumento do número de novos ricos no Estado, mas não soube justificar a relação entre os dois. Pode-se perfeitamente deduzir pela lógica da governadora, que para enfrentar a violência, necessário se torna que os maranhenses sejam todos miseráveis.  A verdade é que a governadora é a principal responsável pelo aumento de miseráveis, por fatores que vão desde a falta de politicas sociais, da destruição da pequena agricultura e da assistência técnica, com a punição acentuada aos pobres do meio rural com a exclusão da saúde e da educação. Um dos maiores favorecimentos que o atual governo proporciona reside no apoio a grileiros, latifundiários, empresários do agronegócio e políticos para a expulsão de milhares de famílias de posses de terras centenárias e de muitas áreas devolutas. Ao final do seu governo aparecerão rombos acentuados de desvios de milhões de reais e as inúmeras negociatas para favorecimento de aliados e laranjas, com certeza teremos um número maior de ricos fabricados por Roseana Sarney.

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