Com as vantagens dos subsídios, os serviços de coletivos continuam castigando a população

Os serviços de transportes coletivos de São Luís, depois de 12 dias de greve, e após o feriado de finados, havia uma expectativa por parte dos usuários de que em reconhecimento ao atendimento pelo poder público aos interesses dos empresários, haveria uma acentuada melhoria no atendimento a população, mas pelo visto, deve continuar com a mesma esculhambação de outrora, conforme foi mostrado hoje pelas emissoras de televisão.

A principio a negociação entre o SET e a Prefeitura de São Luís para o encerramento da greve era de R$ 8 milhões, dos quais R$ 5 milhões para o subsidio de passagens e R$ 3 milhões com auxilio emergencial com passagens para as pessoas que perderam os seus empregos durante a pandemia. Também tem sido divulgado que o acordo teria sido de R$ 12 milhões, sendo R$ 7,5 milhões como subsidio e R$ 4,5 milhões para o auxilio emergencial até a data base em janeiro, quando por força de contrato da licitação deve ser feita a negociação do reajuste das tarifas. Também precisa com a máxima urgência uma revisão geral do contrato de licitação pela Prefeitura de São Luís, Câmara Municipal e Ministério Público de Defesa do consumidor.

Os empresários que operam nos consórcios de transportes coletivos em São Luís por força do contrato de licitação, têm se mostrado altamente irresponsáveis para honrar os seus compromissos e chegaram a colocar o ex-prefeito Edivaldo Holanda Júnior, em situação vexatória, fazendo-o anunciar ônibus recondicionados (chassis e motores velhos com carrocerias novas), como novos e passar uma imagem de que a frota de São Luís era uma das atualizadas do país, ultrapassando os 80%.

                     Quem vai fiscalizar de perto dos serviços

Sabemos que se a fiscalização dos serviços de transportes coletivos ficar apenas a cargo do poder público, não funciona de maneira alguma mesmo com as devidas e necessárias cobranças. Há a necessidade da população como um todo, desde os usuários aos cidadãos comuns que transitam por toda a cidade de São Luís, principalmente onde há tráfego de coletivos. Quando os ônibus estiverem superlotados façam fotos e denunciem nas redes sociais pedindo efetivamente providências da Prefeitura de São Luís e do Ministério Público. Atitudes idênticas sejam feitas nos casos constantes das panes mecânicas em que passageiros são largados em ruas e avenidas da cidade. Outro fator que precisa ser bem observado é a esculhambação nos terminais sempre lotados, numa plena demonstração da deficiência no número de coletivos. Isso precisa ser mostrado todos os dias pelas próprias vítimas sofredoras. A cada postagem deve indicar o local e fazer a cobrança a prefeitura e ao ministério público.

Há uma necessidade urgente da organização comunitária em cada bairro, as pessoas passarem a discutir a questão do transporte coletivo sempre fazendo denúncias e com a criação de uma associação para o exercício da cobrança e assim com união de todos formar uma entidade maior para ser ouvida e faça parte dos debates sobre direitos na questão do transporte coletivo. É o momento em que a população precisa valer os seus direitos. Nesta greve recente, todos tiveram oportunidade de ver a covardia e a omissão da maioria dos vereadores da Câmara Municipal de São Luís, em defender o povo que os elegeu. Com a organização comunitária e as associações devem surgir em centenas de comunidades, lideranças que venham da base. É preciso dar um basta em ser massa de manobra com a construção de consciências criticas por direitos e dignidade humana.

Fonte: AFD

Raimundo Expedito

Tudo é um questão de acalmar e adiar o aumento das passagens, a população tem uma importância secundária neste capítulo. Esta novela só repete, as soluções são apenas paliativos.

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