Lula no Maranhão descartou sonho de Flavio Dino, que perdeu o rumo da sucessão estadual

A passagem do ex-presidente Lula da Silva pelo Maranhão e a sua recepção foi muito aquém da esperada, afinal de contas ele esperava um considerável apoio político de prefeitos, deputados estaduais e federais, vereadores da capital e do interior e de lideranças expressivas, não de forma grande, mas pelo menos de pelo menos 50 prefeitos, 30 deputados estaduais, 10 federais e pelo menos uns 30 vereadores da capital e da região metropolitana, sob o comando do governador Flavio Dino.

Ele não viu nada e muito pelo contrário encontrou o governador Flavio Dino fragilizado por falta de liderança no seu grupo político e iminente de ruptura com disputa acirrada pela indicação de candidatura ao Governo do Maranhão em 2022. A visita de Lula ao Maranhão não foi totalmente frustrada na avaliação dele, em razão de que o encontro com Sarney e Roseana foi muito bom.

Lula encontrou um Flavio Dino diferente do que vem sendo pintado por alguns veículos de comunicação nacional. Para a equipe do PT e outros partidos aliados que acompanharam Lula em sua viagem ao Nordeste, ficou afastada qualquer possibilidade de o governador do Maranhão possa figurar entre os 11 possíveis candidatos a ser companheira de chapa de Lula.

Outra grande decepção para Flavio Dino é que ele filiou o secretário de educação Felipe Camarão ao PT, com o objetivo de ser um possível candidato a vice-governador numa chapa a ser articulada por ele próprio. Embora manipule os diretórios estadual e municipal do PT na capital, a base petista em que estão fundadores e históricos do partido, estiveram com a direção nacional do PT e com Lula, ficando acertado que em caso de composição o vice-governador será de gente do partido, sendo sugeridos os nomes dos deputados Zé Inácio e Zé Carlos, respectivamente estadual e federal.

             Flavio Dino perde controle da sucessão e deixa a direção do PSB

O governador Flavio Dino perdeu o apoio popular no período da pandemia, quando todos os dias utilizava as emissoras de televisão para exercer o seu autoritarismo e arrogância contra a população, de maneira agressiva e inerente aos ditadores comunistas, sob argumentos de prevenção a pandemia. Outros fatores muitos fortes, são os sucessivos aumentos de impostos e a extrema pobreza que coloca o Estado do Maranhão como o mais pobre do país com a fome e a miséria grassando em todo o território maranhense, que nem o clientelismo estatal é capaz de pelo menos amenizar.

A sucessão governamental foi para os palcos de debates muito cedo, mesmo com a advertência de experientes políticos, o governador Flavio Dino teve preocupação primeira, de que dentro do seu grupo houvesse apenas um candidato a senador, que no caso será ele. Quanto ao Governo do Estado, ao invés de abrir uma discussão aberta, da qual poderia encontrar definições, ficou fazendo jogo de cena e que sempre veio a público é que o seu possível candidato seria o atual vice-governador Carlos Brandão, nunca afirmada publicamente, mas em outras ocasiões incentiva membros da sua equipe a postularem candidaturas, como é o caso dos secretários estaduais Simplício Araújo e Felipe Camarão.

A única candidatura que Flavio Dino, nos bastidores, se manifesta contrária é a do senador Weverton Rocha, que está bem próximo de uma ruptura e que tem recebido importantes apoios, que inclusive teria como candidato a senador o presidente da Famem. A posição do deputado federal Josimar de Maranhãozinho, é aquela que diz que é candidato a governador, mas na verdade quer é barganhar e que teria uma proposta de colocar o nome da sua esposa, a deputada estadual Detinha do Maranhãozinho como candidata a vice-governadora.

Depois da visita de Lula ao Maranhão, os questionamentos que vieram depois, mostrou que Flavio Dino se perdeu totalmente quando não definiu o nome do seu candidato imediatamente e incentivou outros possíveis postulantes e perdeu o controle de tudo, levando-se que a sua força política não é tão forte como pensava e corre o risco de ter já ter perdido o controle da sucessão. Embora tenha dito que transferiu para 2022, ela vai continuar na mesma voracidade incentivada por ele e que já é irreversível.

A fragilidade na condução do processo veio a público, quando o governador Flavio Dino já teria admitido em ficar no governo e posteriormente ficar sem mandato, o que acho difícil, mas é também admissível, diante de que corre o risco de não eleger senador. Apostaria em um ministério no caso de Lula vir a ser presidente, o que seria muito fácil, por falta de força política.

A arrogância e autoritarismo de Flavio Dino chegou ao PSB, quando depois de filiar ao partido, entendeu de filiar muita gente e atropelou a histórica direção estadual, que gerou conflito e chegou à direção nacional do PSB. O governador teria sido aconselhado e devolver a direção estadual ao deputado federal Bira do Pindaré.

Fonte: AFD

 

 

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