Indignação e revolta de mulheres apalpadas em partes intimas nos assaltos a coletivos

Hoje (14), recebi um e-mail de uma mulher que queria conversar comigo para fazer um desabafo sobre a violência sexual que já sofreu em três assaltos a coletivos e em todas elas passou pelo constrangimento de ter sua intimidade violada pelos bandidos. Ela mora no bairro do Maracanã, é casada, tem três filhos adolescentes e trabalha como diarista em residências no centro da cidade. Dinheiro, celular ou outro qualquer objeto não carrego comigo e o pagamento dos meus serviços são feitos em conta bancária, mas mesmo assim, não tem conseguido escapar dos constrangimentos da violência dos bandidos que assaltam coletivos, me revelou no encontro tivemos nesta manhã.

Eles estão cada vez mais audaciosos, nos assaltos eles a pretexto de procurar celulares, apalpam os seios das mulheres e muitas vezes com a exacerbada violência chegam a arrancar a peça íntima e aconteceu comigo que queriam meter a mão pela minha calça e calcinha para revistar se não havia dinheiro escondido. Resisti e se fosse necessário iria morrer, mas não admitiria, e um que tentava a todo custo, o comparsa vendo a minha resistência e o choro de revolta, o puxou pelo braço e como já tinham depenado a maioria dos passageiros, foram embora.

Passei vários dias altamente depressiva e nem por brincadeira contei para o meu marido e muito menos para os meus filhos. No dia seguinte fui a casa da minha mãe com quem lavei a minha alma com muto choro. O meu desabafo é para que as autoridades pelo menos tenham um pouco de sensibilidade em fazer alguma coisa séria e contundente capaz de enfrentar a bandidagem. Muita gente inocente já morreu, outras ficaram deficientes e um grande número enfrenta depressão diante da violência audaciosa.

Aqui não vai nenhuma critica ao aparelho policial, uma vez que procura fazer o que pode, mas como são muitas rotas e o serviço de inteligência dos bandidos é bastante eficiente, geralmente atacam, onde o aparelho policial não está. Se houvesse ações constantes e bem planejadas para a prisão e a justiça fosse ágil e contundente, o problema pelo menos seria amenizado. Dos três assaltos em que fui vítima, em dois deles, os elementos eram os mesmos, o que assusta ainda mais.

O maior problema que enfrento é quando entro no coletivo e o maior alívio quando consigo descer sem problemas e respirar aliviada, me afirmou a senhora. A conversa com ela me proporcionou uma forte indignação e revolta diante dos fatos e a ela expressei a minha solidariedade, mais precisamente em ver em seu semblante de seriedade e de luta desesperada em trabalhar com dignidade e com o marido continuar a busca pela construção da sua família. Encerrou as suas palavras: Meus filhos são o meu futuro e do meu marido é o maior pedido que faço a Deus.

Fonte: AFD

 

 

 

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