Flavio Dino tenta retomar controle do grupo político quanto a sua sucessão

O governador Flavio Dino sempre pautou o comando do grupo político que o apoia com autoritarismo e impondo sempre a sua vontade e interesses. Quantos prefeitos, deputados e vereadores da sua base política tomaram chá de cadeira e depois de longas horas de espera eram informados que o governador já havia saído para atender um chamado urgente. Muitos desistiram e decidiram seguir por outro lado, mas alguns assumiram o papel da subserviência e mesmo com a arrogância inerente ao governador, permanecem ouvindo esculhambação.

O vice-governador Carlos Brandão sofreu no mandato anterior e o começo da atual administração, muita indiferença de Flavio Dino e foi boicotado o tempo todo pelo deputado Márcio Jerry, principal vassalo do senhor suserano. Com uma larga experiência política advinda do seu pai, o médico Carlos Orleans Brandão, político com mandatos parlamentares e depois Ministro do Tribunal de Contas do Estado e conhecimentos adquiridos com o senador Alexandre Costa e o governador José Reinaldo Tavares, além de que com os seus princípios e valores não capitulou, e enfrentou com a devida determinação todo tipo de exclusão e desrespeito advindos do governador Flavio Dino e do subserviente vassalo Márcio Jerry.

Carlos Brandão saiu do ostracismo, quando o governador Flavio Dino entendeu a princípio que poderia ser candidato à presidência da república e para tanto buscava apoio de Lula, até quando este foi ressuscitado pelo STF. O sonho de ser um novo presidente José Sarney do Maranhão continuaram, mas não demorou muito em ver a diferença que há entre um vinho de qualidade e safra nobre e uma água da caema, esta última que lhe identifica bastante, começando do tratamento.

Quando o sonho lhe torturava com muitas visualizações, mesmo com a possibilidade de vir a ser candidato a vice numa composição com Lula, recebeu aqui em São Luís, do próprio Lula e da deputada Glesi Hoffman, presidente nacional do PT, que ele era carta fora do baralho para uma possível composição e que havia mais de 11 candidatos à sua frente e com cacifes eleitorais importantes.

As desavenças dentro do grupo do governador e a falta de força e liderança, inclusive à vista clara da comitiva de Lula, foram fatores importantes para sepultar o sonho de Flavio Dino, mas como na política tudo é possível, ele pode perfeitamente vir a ser ressuscitado para as suas pretensões.

                 A Sucessão no Maranhão no Grupo do Governador  

Desde quando Flavio Dino invocou em ser presidente ou vice estimulou dentro do seu grupo candidatos ao senado, sendo ela retomada depois de ser despachado por Lula. Antes vinha tratando do candidato à sua sucessão e criou uma disputa, em que o seu candidato seria o vice-governador Carlos Brandão, que no entretanto nunca foi anunciado por ele. O senador Weverton Rocha sempre manifestou publicamente o desejo de disputar o governo, mas Flavio Dino, durante algum tempo fez ouvido de mercador e posteriormente nunca se posicionou a favor ou contra.

Mais recentemente com os avanços e até campanha fora de época, Flavio Dino, ao seu estilo autoritário, anunciou que os debates e outros questionamentos relacionados à sucessão dentro do seu grupo político estavam suspensas e seriam retomadas em janeiro de 2022. Ninguém levou a sério o comunicado e inclusive, os pretensos candidatos, como Felipe Camarão e Simplício Araújo, estimulados pelo próprio governador continuaram com as suas articulações.

Tentando desestimulá-los, como se fossem amadores, todos ignoraram a informação de que Flavio Dino estaria disposto a permanecer no governo até o final do seu mandato. Vendo que havia mais uma vez dado um fora, reapareceu dizendo que é candidato ao senado federal. Pelo que se observa, Flavio Dino por falta de capacidade de articulação e acreditando mais no seu autoritarismo do quero, posso e mando, sente que perdeu o poder de coordenação e a ruptura no grupo é iminente e coloca em risco o mandato de senador que pretende.

A verdade é que Carlos Brandão não será candidato ao Governo do Maranhão em 2022, apenas na hipótese de Flavio Dino permanecer até o final do seu mandato. Quanto ao senador Weverton Rocha não desistirá com facilidade e vem trabalhando ativamente em busca de apoios políticos. Enquanto isso o grupo da oposição liderado pela ex-governadora Roseana Sarney vem acompanhando os conflitos na base governista e como afirmou publicamente, as questões políticas para ela e seu grupo serão tratadas apenas em 2022.

Fonte: AFD

 

 

 

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